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Agronegócio
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Cadeia do dendê cresce no Pará, impulsionando agronegócio brasileiro

Produção de dendê avança 11,2% em um ano, consolidando o Pará como líder.

Fernanda Lima01 de maio de 2026 às 16:45
Cadeia do dendê cresce no Pará, impulsionando agronegócio brasileiro

Um estudo recente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) ressalta o crescimento significativo da cadeia produtiva do dendê, colocando o estado do Pará no centro desse avanço no agronegócio brasileiro.

A Nota técnica intitulada “A Conjuntura Econômica e Ambiental do Dendê 2026” apresenta dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostram um salto na produção nacional, de 242,8 mil toneladas em 1988 para impressionantes 3,2 milhões de toneladas em 2024. Esse crescimento representa um aumento superior a treze vezes ao longo dos anos.

O Pará é responsável por aproximadamente 97% da produção de dendê no Brasil.

O estudo revela que, entre 2023 e 2024, a produção de dendê no Brasil cresceu 11,2%, passando de 2,9 milhões para 3,2 milhões de toneladas. Este crescimento foi impulsionado principalmente pelo desempenho do Pará, que aumentou sua produção de 2,8 milhões para 3,1 milhões de toneladas, aumentando sua participação no mercado.

Além disso, houve uma concentração considerável da produção em apenas dez municípios paraenses, que juntos respondem por cerca de 90% do volume total produzido no Brasil. Tailândia lidera essa lista, seguida por Tomé-Açu e Moju.

Essa cadeia produtiva também impacta significativamente o mercado de trabalho e o meio ambiente. O Pará concentra aproximadamente 92% dos empregos diretos e indiretos gerados pela cultura do dendê no Brasil, conforme afirma o professor Márcio Ponte, responsável pela pesquisa.

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O Pará é a locomotiva do país nesse segmento, dominando tanto na produção quanto na geração de empregos na cultura do dendê.

No aspecto ambiental, a produção de dendê no Pará está também ligada à recuperação de áreas degradadas. A pesquisa mostra que a cultura tem potencial para sequestrar carbono, contribuindo para a mitigação das emissões de CO₂. Atualmente, a área reflorestada com dendê no estado supera 200 mil hectares, com uma capacidade de sequestro de mais de 13 milhões de toneladas de CO₂ prevista para 2024.

A dendeicultura está associada à recuperação ambiental e ao aumento da captura de CO₂ no Pará.

Como observa o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, os biocombustíveis, como o óleo de palma, são cruciais para reduzir a pegada de carbono da indústria. Assim, o crescimento da produção de dendê no Pará destaca-se como um avanço significativo nos últimos anos.

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