Indústria bovina brasileira busca novos mercados para compensar queda em exportações para a China

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) divulgou, hoje, que a cota de exportação de carne bovina destinada à China deve se esgotar em meados de 2026. Porém, a entidade acredita que essa situação poderá ser contornada através de negociações com novos mercados.
Os primeiros meses deste ano mostraram um aumento significativo nas exportações de carne bovina, com ganhos robustos em janeiro e fevereiro. A Abrafrigo destacou que, apesar das restrições à China, as vendas para outros países, como Estados Unidos e nações da União Europeia, têm apresentado crescimento.
"As medidas restrictivas impostas pela China às importações de carne bovina devem impactar menos o Brasil em 2026 do que se imaginava inicialmente
✨ As exportações de carnes in natura e industrializadas geraram receitas de US$ 2,865 bilhões no primeiro bimestre de 2026, um aumento de 39% em relação ao ano anterior.
Os Estados Unidos precisam importar cerca de 2,5 milhões de toneladas de carne bovina em 2026, o que é uma oportunidade para os produtores brasileiros.
A guerra no Oriente Médio poderá trazer desafios logísticos para as exportações brasileiras, mas, segundo a Abrafrigo, o impacto será limitado, dado que a região representa apenas uma fração das exportações de carne bovina.
O Brasil está passando por uma alteração em seu ciclo pecuário, que inclui a valorização dos animais de reposição e a diminuição do abate de fêmeas, o que promete reduzir a oferta de carne bovina no futuro.
"Além de recuperar mercados tradicionais, o Brasil também busca abrir novas rotas comerciais na Ásia e no Oriente Médio para expandir suas exportações
✨ A China se manteve como principal mercado para a carne bovina brasileira, absorvendo 42,6% das exportações nos primeiros dois meses de 2026.
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