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Agronegócio
2 min de leitura

Café sofre quedas com dólar forte e colheita recorde no Brasil

Expectativa de colheita brasileira pressiona preços do café arábica.

Giovani Ferreira29 de maio de 2026 às 02:30
Café sofre quedas com dólar forte e colheita recorde no Brasil

Os contratos futuros de café enfrentaram uma semana de desafios, com a pressão causada por um conjunto de fatores econômicos e a previsão de uma colheita recorde no Brasil.

Segundo a análise da StoneX, o fortalecimento do dólar americano, evidenciado pelo aumento do Dollar Index, impactou negativamente as commodities agrícolas e desvalorizou moedas de países emergentes, como o real, que fechou a semana cotado a R$ 5,08 por dólar, um aumento de 3,5%.

A combinação do dólar forte e a expectativa de uma safra recorde continua pressionando os preços do café.

Essa valorização do dólar contribuiu para pressionar ainda mais os preços, principalmente do café arábica, à medida que os mercados se preparam para a temporada de colheita no Brasil.

Expectativas de Produção e Exportação

A expectativa de uma colheita abundante está se consolidando como o principal fator que deve manter os preços em baixa. Espera-se que a colheita ganhe ritmo nos próximos meses, o que pode sobrecarregar o mercado.

Os investidores também estão de olho nas atualizações sobre as exportações de abril e nas novas projeções do USDA, que indicam uma produção global elevada, reforçando a necessidade de monitorar a relação entre oferta e demanda.

Na Bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do café arábica fechou a semana cotado a 266,9 centavos de dólar por libra-peso, refletindo uma queda de 2,9%, estabelecendo um novo mínimo em um ano e meio devido ao aumento projetado da oferta no Brasil e ao ambiente econômico global desfavorável.

Por sua vez, o café robusta foi negociado na Bolsa de Londres a US$ 3.365 por tonelada, apresentando uma queda de 1,4%.

Fatores que Podem Evitar Quedas Maiores

Apesar da pressão predominante, o mercado permanece atento a fatores que podem impedir uma queda mais acentuada, como os estoques certificados que estão em níveis reduzidos e as recentes atualizações sobre as previsões do El Niño, que trazem um tom de cautela aos operadores.

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