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Agronegócio
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Condições climáticas afetam mercado do milho no Brasil

Impactos das geadas e demanda internacional preocupam produtores

Mariana Souza19 de maio de 2026 às 15:45
Condições climáticas afetam mercado do milho no Brasil

A evolução do mercado de milho está fortemente influenciada pelas condições climáticas que afetam a segunda safra no Brasil, conforme a análise "Direto do Campo" da Grão Direto, divulgada recententemente. Este período é decisivo para o crescimento das lavouras, e as flutuações nos preços devem continuar refletindo as variações climáticas.

Expectativa de geadas no sul do Paraná pode impactar a produtividade.

De acordo com a análise, uma nova frente fria no sul pode aumentar o risco de geadas, especialmente nas lavouras do Paraná. Enquanto isso, o estado de Goiás e outras partes do Centro-Oeste sofrem com calor elevado e seca, o que preocupa os produtores em relação à safra tardia. No cenário internacional, o foco se mantém sobre a safra nos Estados Unidos, onde a bolsa de Chicago pode ver suas cotações alteradas conforme o andamento do plantio. A redução da área plantada com milho nos EUA eleva a atenção para as condições climáticas, especialmente por conta da possibilidade de geadas em áreas recentemente semeadas.

As tensões relacionadas ao Irã também são um ponto importante para as exportações brasileiras. O relatório indica que, se houver intensificação de bombardeios ou sanções, isso pode afetar negativamente o fluxo de embarques para o Golfo Pérsico, gerando uma oferta maior no mercado interno que poderia pressionar os preços do milho no Brasil.

Outro fator que ainda sustenta o mercado de milho é a demanda crescente das usinas de etanol no Centro-Oeste. Os preços do petróleo ajudam a manter o biocombustível competitivo, levando as indústrias a continuarem comprando milho, o que favorece a estabilização dos preços.

Por fim, no contexto econômico mais amplo, a alta do dólar em relação ao real continua a ter um papel relevante no mercado agrícola do país. As estimativas de inflação estão em alta, e a expectativa de manutenção das taxas de juros elevadas reforça o apelo pela moeda americana. O último Boletim Focus indicou uma projeção do IPCA para 2026 em 4,92% e a taxa Selic em 13,25%. Nesse ambiente, o câmbio é apontado como um dos principais suportes aos preços agrícolas no Brasil.

Diante desse cenário, é aconselhável que os produtores fiquem atentos às variações do mercado e realizem uma avaliação contínua de suas margens de rentabilidade.

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