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Agronegócio
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Carlópolis se destaca na cafeicultura regenerativa no Paraná

Aumento de 243% na área de cultivo e produtividade acima da média

Fernanda Lima04 de maio de 2026 às 08:00
Carlópolis se destaca na cafeicultura regenerativa no Paraná

Carlópolis, no norte do Paraná, viu sua área plantada de café crescer 243% em menos de três décadas, com uma produtividade média de 41,6 sacas por hectare, bem acima das médias nacional (29 sacas) e estadual (27 sacas).

Com 6.000 hectares de cultivo, cerca de 90% das lavouras são mecanizadas, e o município adota uma diversidade de práticas que o tornam um modelo em cafeicultura regenerativa, essencial para enfrentar as mudanças climáticas.

Cafeicultura Regenerativa

A gestão sustentável do solo se destaca como um dos principais fatores por trás do sucesso dos cafeicultores de Carlópolis. "Quando iniciamos a recuperação do solo, os resultados apareceram rapidamente. Cuidar do solo facilita todo o processo", afirma Otávio da Luz, agrônomo do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).

Eficiência aumentada por práticas conservacionistas.

A essência da cafeicultura regenerativa está em aprender com a natureza: proteger o solo e garantir sua vitalidade para melhorar a produção. Essa abordagem se baseia em cinco princípios fundamentais: escolha de variedades adaptadas, preservação da cobertura vegetal, formação de palhada, estímulo ao crescimento das raízes e aumento da biodiversidade.

Mudanças e Evolução

No passado, os café eram cultivados em curva de nível para evitar a erosão. "Antigamente, se havia uma planta espontânea, era eliminada. Esse era o pensamento da época", recorda Danilo Fernando Bagatin, produtor com 200 hectares de café, além de outras culturas como soja e milho.

A introdução de técnicas de cafeicultura regenerativa tem favorecido a preservação do solo, aumentando sua matéria orgânica e consequentemente sua umidade, essencial para o cultivo do café, conforme explica Bagatin.

Além disso, práticas como o uso de insumos biológicos e análises de solo têm contribuído para a saúde das plantas e do solo, resultando em café de superior qualidade e maior resiliência às oscilações climáticas.

Adaptação às Mudanças Climáticas

Alcione Monteiro, filho de cafeicultor e responsável por 20 hectares de cultivo, destaca que as práticas regenerativas foram adotadas por sua família: "Observamos outros agricultores colherem bons resultados e decidimos seguir o mesmo caminho", revela.

Uma das abordagens utilizadas por Alcione inclui o plantio de braquiária entre as fileiras de cafeeiros, que quando crescem são cortadas embaixo dos pés de café, permitindo que o solo se mantenha coberto e protegido.

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