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Agronegócio
2 min de leitura

Cenário do Milho No Brasil e EUA: Expectativa de Estabilidade de Preços

Fatores climáticos, mudanças no uso de área agrícola e a influência do etanol moldam o mercado

Acro Rodrigues30 de março de 2026 às 08:10
Cenário do Milho No Brasil e EUA: Expectativa de Estabilidade de Preços

Atualmente, o mercado de milho enfrenta uma fase de espera, resultante de forças opostas que dificultam movimentos significativos nos preços. A TF Agroeconômica analisou a situação e identificou que o cenário contempla tanto fatores de suporte quanto de pressão, mantendo as cotações em um padrão lateral, com uma leve tendência de queda no curto prazo.

Fatores que Influenciam o Mercado

Um dos principais pontos de atenção é o clima nos Estados Unidos, onde dados do USDA revelam que 41% da área potencial para cultivo apresenta algum grau de seca. Isso gera um prêmio de risco nas operações comerciais, sobretudo com a nova safra 2026/27 se aproximando. No Brasil, a fase de enchimento da safrinha depende igualmente de chuvas nas próximas semanas para garantir um bom potencial produtivo.

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Mudanças nas práticas agrícolas, como a transição de áreas de milho para girassol na França, aumentam a pressão sobre a oferta de grãos na Europa

TF Agroeconômica

A demanda por milho é impulsionada por políticas de incentivo ao etanol, especialmente nos EUA e Argentina, refletindo a crescente importância dos biocombustíveis.

Contexto Global

Além da demanda crescente, a produção na União Europeia está projetada para aumentar, com estimativas que chegam a 61,2 milhões de toneladas para 2026/27, aumentando a pressão sobre os preços.

Entretanto, o mercado também enfrenta obstáculos devido à realização de lucros por parte dos agricultores americanos e à atuação de fundos de investimento que intensificaram as liquidações. Ao mesmo tempo, o potencial aumento da produção nos EUA e a oferta confortável proveniente da América do Sul, principalmente com a recuperação da produção argentina, que deve atingir 57 milhões de toneladas, apesar de uma leve queda na produção brasileira, continuam a influenciar a balança do mercado.

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