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2 min de leitura

El Niño pode afetar clima e agricultura no Brasil em 2026/2027

Fenômeno traz risco de chuvas intensas no Sul e seca no Norte e Nordeste

Camila Souza Ramos22 de maio de 2026 às 15:45
El Niño pode afetar clima e agricultura no Brasil em 2026/2027

O El Niño de 2026/2027 está se formando abaixo da superfície do Oceano Pacífico tropical e deve provocar impactos significativos no Brasil, alertou uma Nota Técnica do Cemaden.

O fenômeno pode resultar em chuvas acima da média na Região Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste enfrentam a possibilidade de seca prolongada, aumentando a pressão sobre os recursos hídricos e sistemas produtivos.

Previsões atuais indicam risco de um El Niño forte, mas confiabilidade a longo prazo é baixa.

Simulações de centros climáticos da Europa, EUA e Austrália apontam uma alta probabilidade de que este El Niño exceda marcas históricas, embora o Cemaden ressalte que as estimativas a longo prazo ainda apresentam incertezas.

Contexto sobre o El Niño

Definição de El Niño

O fenômeno é caracterizado por um aumento de temperatura de pelo menos 0,5°C na região Niño 3.4. Um Super El Niño ocorre quando esse aumento supera 2,0°C.

A previsão do ECMWF sugere a possibilidade de temperaturas extremas, podendo atingir até 3,0°C acima da média se as condições se confirmarem.

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Relatório da NOAA destacou 96% de chance de o fenômeno se desenvolver até dezembro, mas apenas 37% de probabilidade de alcançar a categoria 'muito forte'.

Para o Brasil, o Centro-Sul é onde a atenção deve ser redobrada, com riscos crescentes de chuvas intensas e desastres naturais, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Em contrapartida, o Norte e Nordeste devem se preparar para a intensificação das secas, afetando diretamente a agricultura familiar e a produção agrícola.

A análise do Cemaden indica que áreas já vulneráveis ao El Niño podem sofrer novos déficits hídricos, especialmente no contexto atual que se aproxima do evento.

Medidas e Preparações Necessárias

Apesar do cenário desafiador, o Cemaden recomenda que a situação seja tratada com vigilância e não como uma previsão definitiva. Aumentar o monitoramento hidrometeorológico e geodinâmico é fundamental.

As estratégias devem incluir a previsão de seca, acompanhamento dos níveis dos rios e umidade do solo, além de utilização de modelos probabilísticos para auxiliar na tomada de decisões.

O planejamento agrícola deve ser informado e focado na adaptação, sem gerar alarmismo, visando a logística e o manejo hídrico adequados às condições climáticas futuras.

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