Fenômeno traz risco de chuvas intensas no Sul e seca no Norte e Nordeste

O El Niño de 2026/2027 está se formando abaixo da superfície do Oceano Pacífico tropical e deve provocar impactos significativos no Brasil, alertou uma Nota Técnica do Cemaden.
O fenômeno pode resultar em chuvas acima da média na Região Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste enfrentam a possibilidade de seca prolongada, aumentando a pressão sobre os recursos hídricos e sistemas produtivos.
✨ Previsões atuais indicam risco de um El Niño forte, mas confiabilidade a longo prazo é baixa.
Simulações de centros climáticos da Europa, EUA e Austrália apontam uma alta probabilidade de que este El Niño exceda marcas históricas, embora o Cemaden ressalte que as estimativas a longo prazo ainda apresentam incertezas.
O fenômeno é caracterizado por um aumento de temperatura de pelo menos 0,5°C na região Niño 3.4. Um Super El Niño ocorre quando esse aumento supera 2,0°C.
A previsão do ECMWF sugere a possibilidade de temperaturas extremas, podendo atingir até 3,0°C acima da média se as condições se confirmarem.
"Relatório da NOAA destacou 96% de chance de o fenômeno se desenvolver até dezembro, mas apenas 37% de probabilidade de alcançar a categoria 'muito forte'.
Para o Brasil, o Centro-Sul é onde a atenção deve ser redobrada, com riscos crescentes de chuvas intensas e desastres naturais, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Em contrapartida, o Norte e Nordeste devem se preparar para a intensificação das secas, afetando diretamente a agricultura familiar e a produção agrícola.
A análise do Cemaden indica que áreas já vulneráveis ao El Niño podem sofrer novos déficits hídricos, especialmente no contexto atual que se aproxima do evento.
Apesar do cenário desafiador, o Cemaden recomenda que a situação seja tratada com vigilância e não como uma previsão definitiva. Aumentar o monitoramento hidrometeorológico e geodinâmico é fundamental.
As estratégias devem incluir a previsão de seca, acompanhamento dos níveis dos rios e umidade do solo, além de utilização de modelos probabilísticos para auxiliar na tomada de decisões.
O planejamento agrícola deve ser informado e focado na adaptação, sem gerar alarmismo, visando a logística e o manejo hídrico adequados às condições climáticas futuras.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
O Boca Notícias recebe milhares de leitores todos os dias. Coloque sua empresa, produto ou serviço na frente de um público real e engajado — sem complicação, direto pelo WhatsApp.
Resposta rápida pelo WhatsApp: +55 99 8201-1541
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mudanças climáticas antecipam aquecimento após intenso frio.

Meteorologistas alertam para impactos do fenômeno El Niño

Mudanças climáticas severas aguardadas nas próximas dias

Fenômeno pode intensificar anomalias climáticas nos próximos meses.