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Agronegócio
2 min de leitura

Centro de Análise de Algodão na Bahia eleva padrão de qualidade

Novo laboratório garante qualidade da pluma antes da exportação

João Pereira14 de junho de 2026 às 09:10
Centro de Análise de Algodão na Bahia eleva padrão de qualidade

O Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), localizado em Luís Eduardo Magalhães, Bahia, é agora o maior da América Latina, assegurando a qualidade do algodão produzido na região antes de sua comercialização global.

Análise e Certificação de Qualidade

Inaugurado recentemente, o centro avaliador analisa toda a produção de algodão na Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí. Cada fardo de algodão coletado nas fazendas é submetido a rigorosos testes no laboratório, que geram laudos que atestam suas qualidades. Alessandra Zanotto, presidente da Abapa, afirma que 'o Centro de Análise de Fibras é a chancela da qualidade do nosso algodão, após mais de seis meses de cultivo'.

Importância do Manejo na Produção

Desde o início do cultivo, práticas adequadas de manejo são fundamentais para garantir a qualidade e produtividade do algodão. Sérgio Brentano, gerente do centro, esclarece que um plantio bem realizado inicia o processo de sucesso na colheita e na comercialização do produto.

Processo de Análise das Amostras

Ao chegar ao laboratório, as amostras são cuidadosamente conferidas e preparadas. O algodão é submetido a um condicionamento que adequa sua umidade aos padrões internacionais necessários para análise. Segundo Brentano, 'recebemos as amostras lacradas, que passam por condicionamento para atingir o teor adequado antes de serem analisadas'.

A análise ocorre com equipamentos de tecnologia HVI (High Volume Instrument), que avaliam diversos parâmetros da fibra, como comprimento e resistência. Tais informações são cruciais para a indústria têxtil, influenciando diretamente na produção de fios e tecidos.

Os laudos emitidos em até 24 horas garantem segurança nas transações comerciais do algodão brasileiro, proporcionando previsibilidade e confiança aos compradores internacionais.

A nova estrutura do laboratório aumentou sua capacidade operacional. Com a adição de novos equipamentos e automação das movimentações internas, agora são 19 dispositivos para análise, otimizando o fluxo de trabalho e permitindo uma resposta mais rápida aos produtores.

Essa agilidade é uma questão estratégica para o setor, pois as características do algodão já são conhecidas antes da sua entrega ao mercado internacional, aumentando a competitividade do produto brasileiro.

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