Centro de Análise de Algodão na Bahia eleva padrão de qualidade
Novo laboratório garante qualidade da pluma antes da exportação

O Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), localizado em Luís Eduardo Magalhães, Bahia, é agora o maior da América Latina, assegurando a qualidade do algodão produzido na região antes de sua comercialização global.
Análise e Certificação de Qualidade
Inaugurado recentemente, o centro avaliador analisa toda a produção de algodão na Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí. Cada fardo de algodão coletado nas fazendas é submetido a rigorosos testes no laboratório, que geram laudos que atestam suas qualidades. Alessandra Zanotto, presidente da Abapa, afirma que 'o Centro de Análise de Fibras é a chancela da qualidade do nosso algodão, após mais de seis meses de cultivo'.
Importância do Manejo na Produção
Desde o início do cultivo, práticas adequadas de manejo são fundamentais para garantir a qualidade e produtividade do algodão. Sérgio Brentano, gerente do centro, esclarece que um plantio bem realizado inicia o processo de sucesso na colheita e na comercialização do produto.
Processo de Análise das Amostras
Ao chegar ao laboratório, as amostras são cuidadosamente conferidas e preparadas. O algodão é submetido a um condicionamento que adequa sua umidade aos padrões internacionais necessários para análise. Segundo Brentano, 'recebemos as amostras lacradas, que passam por condicionamento para atingir o teor adequado antes de serem analisadas'.
A análise ocorre com equipamentos de tecnologia HVI (High Volume Instrument), que avaliam diversos parâmetros da fibra, como comprimento e resistência. Tais informações são cruciais para a indústria têxtil, influenciando diretamente na produção de fios e tecidos.
✨ Os laudos emitidos em até 24 horas garantem segurança nas transações comerciais do algodão brasileiro, proporcionando previsibilidade e confiança aos compradores internacionais.
A nova estrutura do laboratório aumentou sua capacidade operacional. Com a adição de novos equipamentos e automação das movimentações internas, agora são 19 dispositivos para análise, otimizando o fluxo de trabalho e permitindo uma resposta mais rápida aos produtores.
Essa agilidade é uma questão estratégica para o setor, pois as características do algodão já são conhecidas antes da sua entrega ao mercado internacional, aumentando a competitividade do produto brasileiro.
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