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Agronegócio
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União Europeia condiciona importação de carnes brasileiras a normas sanitárias

Mercados afetados incluem carne suína e de aves em prazo crítico

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 17:20
União Europeia condiciona importação de carnes brasileiras a normas sanitárias

A União Europeia anunciou que interromperá a importação de produtos de origem animal do Brasil, caso o país não cumpra seus rigorosos padrões sanitários em relação ao uso de antimicrobianos. A suspensão pode afetar carnes bovina, suína, de aves, ovos e mel a partir de 3 de setembro.

Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, ressalta que a segmentação nas negociações pode favorecer setores como a avicultura e a suinocultura. Ele explica que estas cadeias têm um controle mais fácil sobre o uso de antimicrobianos, resultante de uma estrutura verticalizada e integrada.

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Nos casos da avicultura de postura, na avicultura de corte, na própria apicultura e na suinocultura, é mais fácil conseguir ter a comprovação documental da utilização ou não desses antimicrobianos na produção desse tipo de produto

Fernando Henrique Iglesias

A bovinocultura brasileira enfrenta maiores desafios devido à sua fragmentação, onde um único animal pode ter múltiplos proprietários ao longo da sua vida.

Iglesias comenta que a avicultura tem garantido um mercado significativo na Europa, especialmente nos Países Baixos, com receitas em torno de US$ 700 milhões anuais. Já o volume de proteína suína brasileira destinado à Europa é relativamente baixo, dado a alta produção local na Espanha, Alemanha e França.

Ele observa que o Japão tem se tornado um importante comprador da carne suína brasileira, um sinal promissor para o setor, enquanto a associação que representa a proteína animal no Brasil já havia pedido ao Ministério da Agricultura que intensificasse as restrições sobre antimicrobianos na produção.

Contexto

A Portaria SDA/MAPA nº 1.626, de 14 de maio de 2026, já proíbe o uso de determinados antimicrobianos em diversas cadeias produtivas, com a intenção de reforçar as normas sanitárias brasileiras.

  • 1Prazo até 3 de setembro para adequação
  • 2Ameaça de interrupção de importações pela UE
  • 3Setores de avicultura e suinocultura em melhor posição
  • 4Bovinocultura enfrenta desafios maiores
  • 5Aumento das exportações para mercados asiáticos

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