Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

China e EUA: expectativa de novos acordos agrícolas limitada

Analistas não preveem grandes aquisições de soja nesta semana

Ricardo Alves12 de maio de 2026 às 12:00
China e EUA: expectativa de novos acordos agrícolas limitada

Embora haja a expectativa de que China e Estados Unidos firmem novos acordos de compra de grãos e carne ainda esta semana, especialistas alertam que a realidade pode ser menos promissora. Analistas indicam que aquisições adicionais de soja provavelmente não ultrapassarão os compromissos já estabelecidos em outubro do ano passado.

Cúpula entre Líderes

As incertezas em relação à cúpula agendada entre Donald Trump e Xi Jinping nesta quinta-feira (14/5) colocam um ponto de interrogação sobre o futuro das relações comerciais. A Casa Branca, segundo relatos, está priorizando outras questões além da soja e das compras agrícolas em seu diálogo com Pequim.

Operadores acreditam que qualquer acordo firmado entre os dois países será de alcance restrito, especialmente devido à baixa disposição da China em aumentar as importações de soja.

Os fatores que contribuem para essa hesitação incluem uma demanda interna em queda e a competitividade crescente do Brasil no mercado. Em vez de soja, o foco agora parece estar em produtos como milho, sorgo, trigo para moagem e carnes bovina e de aves, que já haviam sido mencionados em negociações anteriores.

Histórico de Dependência

Desde o início da presidência de Trump, a China tem trabalhado para reduzir sua dependência de produtos agrícolas norte-americanos. Em 2024, a proporção de soja importada dos EUA caiu para aproximadamente 20%, uma diminuição significativa em comparação aos 41% de 2016.

Compromissos de Compra

Pequim se comprometeu a adquirir 25 milhões de toneladas métricas de soja anualmente até 2028, o que representaria um aumento significativo em relação ao níveis de 2022.

Os mercados estão atentos ao que será decidido na cúpula, pois uma confirmação de nova demanda por soja dos EUA poderia elevar os preços do grão em Chicago, que já estão nas máximas de dois meses.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio