Soja em alta com expectativa de compras da China
Mercado acompanha reunião entre EUA e China e clima nos EUA

A soja valorizou na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira, impulsionada por expectativas de um acordo durante a reunião entre Estados Unidos e China, bem como por ajustes no setor de derivados.
De acordo com a TF Agroeconômica, o aumento foi favorecido pelo denominado "efeito cúpula", já que operadores acreditam que o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping pode resultar em compras significativas pela China, que se comprometeu a importar 25 milhões de toneladas anualmente.
✨ O contrato de maio subiu 0,46%, encerrando a US$ 1199,75, enquanto julho avançou 0,41%, alcançando US$ 1213,00.
No segmento de derivados, o farelo de soja para julho viu um aumento de 1,60%, atingindo US$ 324,8 por tonelada curta. Por outro lado, o óleo de soja registrou queda de 0,78%, fechando a US$ 73,74.
Além das influências externas, o clima nos Estados Unidos é objeto de atenção, com previsões de chuvas leves nos estados produtores que podem acelerar o plantio, embora também levantem preocupações sobre possíveis déficits hídricos no início do ciclo.
A semana será marcada pela expectativa em relação aos dados do NOPA, sobre o esmagamento, e do WASDE, que trata da oferta e demanda.
No Brasil, o mercado físico apresentou variações significativas em diferentes regiões. Em São Francisco, a saca de soja foi negociada a R$ 129,00, enquanto em Paranaguá os preços subiram 1,56%, atingindo R$ 128,00, com os produtores mantendo uma postura cautelosa, aguardando uma cotação do dólar acima de R$ 4,89 para realizar vendas.
Internamente, em Cascavel e Maringá, a saca foi cotada em R$ 118,00, enquanto em Ponta Grossa e Pato Branco, o preço foi de R$ 117,00.
Em Mato Grosso do Sul, a colheita avançou para 99,8%, mas um déficit de armazenagem superior a 11 milhões de toneladas está limitando a capacidade de armazenamento dos produtores. Mato Grosso concluiu sua colheita, e o setor já começa a avaliar a próxima safra, com uma projeção de queda de 5,19% na produção devido ao risco de El Niño e ao aumento dos custos.
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