Colheita de arroz no Rio Grande do Sul avança e produtividades são altas
Safra avança, mas previsão indica desafios nas próximas etapas

A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul avançou consideravelmente, atingindo aproximadamente 50% das áreas cultivadas, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na última quinta-feira.
As condições climáticas foram favoráveis, com alternância de períodos secos intercalados com chuvas leves, permitindo a continuidade das operações, embora algumas localidades tenham sofrido interrupções temporárias.
✨ Produtividade média projetada em 8.744 quilos por hectare.
Ainda de acordo com o levantamento, a maioria das lavouras que restam para ser colhidas se encontra em maturação, com algumas poucas em fase de enchimento de grãos. As áreas já colhidas têm apresentado produtividades elevadas, atributo das boas condições durante etapas cruciais do ciclo produtivo.
Entretanto, a Emater alerta que as oscilações de temperatura e episódios de excesso de umidade durante a fase reprodutiva podem impactar a qualidade industrial e o rendimento dos grãos nas áreas restantes. Apesar disso, a colheita já realizada mostra um bom percentual de grãos inteiros.
Detrimentos e avanços regionais
Com 891.908 hectares de área cultivada, a produtividade média está em alta, especialmente em regiões como Bagé, onde a colheita superou 45% da área em Maçambará, com rendimento acima de 8.000 quilos por hectare.
Em São Borja, 35% da área cultivada já foi colhida, alcançando rendimentos de grãos inteiros superiores a 60%. Na Campanha, o cenário é semelhante, com aproximadamente 20% da área colhida em Aceguá.
Na região administrativa de Pelotas, 50% da colheita já foi realizada, beneficiada por condições contínuas. Em Santa Maria, os números também estão positivos, com mais de 50% da área coletada e produtividade superior a 8.000 quilos por hectare.
"Chuvas volumosas têm causado alguns atrasos nas operações, mas a colheita deve se estender por todo o mês de abril, dependendo das condições de campo.
Os agricultores também estão focando no manejo pós-colheita das áreas já liberadas, empregando técnicas como gradagem para reduzir a prevalência de sementes indesejadas.
✨ Na região de Soledade, as operações estão aceleradas, e há atenção para o controle de pragas como percevejos e brusone.
Contexto
O Instituto Rio Grandense do Arroz fornece dados que complementam a análise sobre a área cultivada e as expectativas de produtividade no estado.
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