Colheita de Feijão no Rio Grande do Sul Avança, Mas Rendimento é Abaixo do Esperado
Emater/RS-Ascar divulga resultados da primeira safra e projeções para a segunda.

No estado do Rio Grande do Sul, a colheita do feijão referente à primeira safra mostra um progresso significativo, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, publicado na última quinta-feira (26). No entanto, ainda existem grandes áreas no Nordeste gaúcho que permanecem com lavouras em plantio tardio.
Projeções e Informes da Emater
O levantamento indica que a área dedicada à colheita do feijão da primeira safra é de 23.029 hectares, com uma produtividade média projetada em 1.781 quilos por hectare. Na região de Caxias do Sul, por exemplo, 42% das lavouras já foram colhidas, enquanto 50% se encontram em maturação, apresentando produtividade ao redor de 2.000 quilos por hectare, inferior ao esperado.
"Os efeitos do longo período de seca e do calor excessivo impactaram o desenvolvimento das plantas, levando ao abortamento de flores e reduzindo a quantidade de vagens por planta
✨ A redução da produtividade do primeiro ciclo é atribuída a condições climáticas adversas.
Situação da Segunda Safra
As lavouras da segunda safra estão na maior parte em desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, com 4% colhidas até o momento e 11% em maturação.
O ciclo dessa safra apresenta evolução bastante homogênea, refletindo um calendário tardio. Para a área da segunda safra, a Emater espera 7.774 hectares cultivados e uma produtividade média de 1.504 quilos por hectare.
Além disso, o relatório aponta que a situação fitossanitária nas lavouras é estável, com baixa incidência de pragas e doenças. Em Erechim, as plantas estão em fase de floração e enchimento de grãos, enquanto em Ijuí a colheita permanece no estágio inicial.
As chuvas recentes também têm sido benéficas, especialmente em Santa Maria, onde os rendimentos já começam a se confirmar nas áreas colhidas. Apesar disso, em Soledade, a recuperação das lavouras é parcial devido a uma anterior restrição hídrica, e há relatos de pragas, como ácaros e tripes, favorecidas por condições secas.
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Gabriel Rodrigues
Jornalista especializado em Agronegócio
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