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Agronegócio
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Colheita de soja avança no Rio Grande do Sul com desafios climáticos

Produtividade média é de 2.871 quilos por hectare, com áreas ainda em fase de colheita.

Acro Rodrigues08 de junho de 2026 às 15:16
Colheita de soja avança no Rio Grande do Sul com desafios climáticos

A colheita da soja está quase concluída no Rio Grande do Sul, de acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, que apontou a existência de apenas pequenas áreas restantes da safra, compostas por cultivos atrasados e de segunda safra.

As condições climáticas favoreceram a colheita da maioria das lavouras já maduras, mas a elevada umidade do ar, neblina recorrente e a diminuição da luminosidade prejudicaram o processo em algumas regiões.

No total, a produtividade média está em 2.871 quilos por hectare com uma área cultivada de 6,6 milhões de hectares.

Desafios e Oportunidades

A Emater/RS-Ascar observou uma diminuição no potencial produtivo das lavouras tardias devido ao aumento de doenças foliares, como oídio e ferrugem. Com o fim da colheita, os produtores estão focados na recuperação do solo e na correção da fertilidade, além de preparar as áreas para a próxima safra.

Em várias regiões, como Caxias do Sul e Passo Fundo, a colheita foi finalizada, enquanto na área de Bagé os trabalhos estão praticamente encerrados. Apenas 10 mil hectares permanecem em colheita nas regiões de São Borja e Itaqui.

Dados da Colheita

Em Aceguá, a produtividade média atingiu 2.160 quilos por hectare e, em Bagé, 2.100 quilos por hectare, ambos abaixo das expectativas iniciais. Candiota e Manoel Viana foram severamente impactados com reduções significativas.

Avanço na Pós-Colheita

As atividades de pós-colheita estão avançando, com implantação de pastagens de inverno e correção das áreas afetadas. No entanto, a umidade elevada está restringindo o acesso às áreas que ainda precisam ser colhidas ou sistematizadas.

Na região de Ijuí, a colheita foi quase total, com rendimento médio de 3.060 quilos por hectare, e a Emater/RS-Ascar ressalta que as doenças nas lavouras de safrinha continuam a limitar a produtividade.

Na região de Pelotas, a colheita também se aproxima do fim, com 99% da área já colhida e produtividade média na marca de 2.800 quilos por hectare.

Em Santa Rosa, a colheita praticamente se encerrou, com apenas áreas plantadas tardiamente ainda em processo de colheita, que estão enfrentando barreiras climáticas como chuvas e nevoeiro.

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