Mercado de milho exige cautela em meio a oferta elevada
Produtores devem adotar estratégias escalonadas de venda

A TF Agroeconômica identifica que o mercado de milho apresenta uma abundância de oferta, o que requer prudência e planejamento nas atividades de comercialização. A recomendação é aproveitar as recuperações temporárias nos preços para programar as vendas ao longo do tempo, minimizando a exposição durante a colheita.
Agricultores são incentivados a realizar vendas graduais da safrinha, evitando a concentração em um único período. O avanço da colheita e a alta disponibilidade interna devem restringir aumentos significativos nos preços no curto prazo.
✨ Cautela e planejamento são essenciais na comercialização do milho.
Além disso, é fundamental acompanhar relatórios do USDA e as mudanças climáticas nos EUA, pois essas variáveis podem provocar mais volatilidade em julho.
Cooperativas devem intensificar as vendas escalonadas e explorar as oportunidades de exportação enquanto o milho brasileiro se mantiver competitivo no cenário global. O reforço na armazenagem é recomendado para mitigar a pressão de oferta durante o pico da colheita.
Para as cerealistas, a orientação é atuar com reservas durante as recompras e monitorar potenciais quedas em Chicago. A atenção aos prêmios de exportação e à variação cambial se torna crucial nas próximas semanas, já que as indústrias podem executar compras programadas de forma escalonada com base na maior disponibilidade da safrinha.
A oferta elevada tende a limitar movimentos expressivos de alta, embora fatores como perdas na Europa, uma recuperação parcial dos preços do petróleo, a ação de fundos compradores e atrasos na colheita argentina possam oferecer algum suporte. Atualmente, a tendência é de estabilização, com Chicago estabelecendo um piso próximo a US$ 4,20 por bushel e o mercado brasileiro apresentando uma leve recuperação, impulsionada principalmente pelas exportações.
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