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Agronegócio
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Condições climáticas adversas afetam safrinha de grãos no Paraná e MS

Análise do Inmet aponta riscos significativos para milho e feijão

Fernanda Lima07 de maio de 2026 às 17:45
Condições climáticas adversas afetam safrinha de grãos no Paraná e MS

Condições climáticas desfavoráveis estão impactando a safra de grãos na segunda colheita do Paraná e de Mato Grosso do Sul, conforme indicado em relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O fenômeno é resultado de uma combinação de estiagem, atrasos no calendário agrícola e previsões de frio intenso, o que eleva os riscos para culturas sensíveis, como milho e feijão, em estágios críticos de desenvolvimento.

O atraso na colheita compromete a janela ideal para o plantio das culturas subsequentes.

O levantamento revela que o atraso na colheita em várias áreas impediu o plantio no período recomendado, resultando em maior exposição das lavouras a chuvas escassas e ao avanço precoce de massas de ar frio, um sistema frequente em maio.

Durante o plantio das culturas, houve uma queda significativa nas chuvas, especialmente no oeste do Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul, afetando negativamente o desenvolvimento vital entre abril e o início de maio, precisamente quando as plantas mais necessitam de água.

Embora tenha havido uma leve melhora nas chuvas no final de abril e início de maio, o Inmet já reporta perdas consideráveis nas lavouras devido à deficiência hídrica.

Com a previsão de uma massa de ar polar se instalando sobre a Região Sul, incluindo partições do sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul, as temperaturas devem despencar, aumentando a chance de geadas em boa parte do Sul do Brasil.

A combinação de frio intenso e a estiagem prolongada pode ser devastadora para a produtividade, especialmente para o milho e o feijão, que são mais suscetíveis às baixas temperaturas durante fases críticas.

Regiões vulneráveis a geadas, como a de Ponta Grossa, têm 33 mil hectares com milho da segunda safra em situações delicadas.

Dados indicam que 95% da área cultivada na região está suscetível ao estresse térmico, com 25% dessas plantas em floração e 70% em frutificação, o que intensifica ainda mais os riscos.

A previsão aponta temperaturas mínimas em torno de 3,6°C no dia 12, aumentando as chances de problemas nas fases de polinização, desenvolvendo assim perdas na qualidade e produtividade da colheita.

Impactos no feijão

As geadas podem levar ao abortamento floral e à redução na formação de vagens, comprometendo a qualidade e o peso dos grãos.

Em contrapartida, as culturas de inverno, como trigo, aveia, canola e pastagens, não devem sofrer impactos diretos significativos neste momento.

A previsão meteorológica ainda prevê a passagem de uma frente fria, que pode trazer chuvas intensas e temporais para o sudoeste e centro-sul do Paraná, além do norte de Santa Catarina, com acumulados superiores a 80 milímetros em algumas regiões.

Diante do cenário, as temperaturas continuarão baixas nos próximos dias, especialmente nas áreas mais ao sul e ao oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e extremo sul de Mato Grosso do Sul, podendo registrar mínimas inferiores a 2°C em regiões elevadas.

O Inmet recomenda que os produtores rurais acompanhem ativamente as atualizações meteorológicas para planejar suas atividades e aplicar medidas que minimizem os danos às lavouras.

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