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Agronegócio
2 min de leitura

Conflito no Oriente Médio impulsiona altas nos preços de commodities agrícolas

Valorização do petróleo impacta oleaginosas e grãos nos mercados de Chicago e Nova York

Acro Rodrigues01 de abril de 2026 às 05:10
Conflito no Oriente Médio impulsiona altas nos preços de commodities agrícolas

Os desdobramentos da guerra no Oriente Médio provocaram um aumento significativo nos preços de diversas commodities agrícolas em março. A elevação nos preços do petróleo teve um papel fundamental nesse cenário, fazendo com que o óleo de soja registered uma apreciação superior a 13% na bolsa de Chicago durante o mês.

Impacto do petróleo nos preços das commodities

O aumento nos preços do petróleo não apenas elevou os valores das commodities oleaginosas, mas também afetou o açúcar e o algodão em Nova York. Com a alta do petróleo, a demanda por óleo de soja como combustível para biodiesel cresce, especialmente em um contexto onde os derivados fósseis, como o diesel, estão mais onerosos.

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A soja poderia estar com preços mais baixos se não fosse pela instabilidade geopolítica

Marcela Marini, analista sênior do Rabobank.

A soja teve uma alta de 4,2%, com o valor médio dos contratos fechando em US$ 11,8580 o bushel.

Contexto do mercado

Apesar de uma safra recorde no Brasil, a demanda da China não tem acompanhado o crescimento da oferta, o que poderia ter levado a uma queda nos preços.

O trigo destacou-se nas altas do mês, encerrando em 8,5% de valorização, com um preço médio de US$ 6,0275 o bushel. A previsão de redução na área de cultivo nos Estados Unidos, estimada em 17,6 milhões de hectares para 2026/27, gerou apreensão no mercado.

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O conflito no Oriente Médio e a possibilidade de envolvimento dos Houthis aumentaram a tensão e o custo logístico do trigo

Élcio Bento, analista da Safras & Mercado.
  • 1Milho: alta de 5,7%, média de US$ 4,6435
  • 2Açúcar: aumento de 8,1%, para 14,93 centavos de dólar a libra-peso
  • 3Algodão: valorização de 6%, média de 68,29 centavos de dólar por libra-peso

Em Nova York, o açúcar reagiu diretamente ao fortalecimento do petróleo, dado que isso torna o etanol mais competitivo em relação à gasolina no Brasil, levando as usinas a priorizar a produção de biocombustíveis em detrimento do açúcar.

Os preços das 'soft commodities' apresentaram um quadro misto, com o cacau se desvalorizando em 9,9%, enquanto outros produtos como café e suco de laranja mantiveram-se em alta.

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