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Agronegócio
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Cotações do milho em Chicago sobem com temores climáticos

Aumento nas preocupações com o clima e preços do trigo influenciam o mercado

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 15:15
Cotações do milho em Chicago sobem com temores climáticos

As cotações do milho na Bolsa de Chicago fecharam em alta, refletindo preocupações com as condições climáticas nos Estados Unidos e o aumento nos preços do trigo. De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada nesta quinta-feira, 16 de julho, o contrato de primeiro vencimento foi comercializado a US$ 4,41 por bushel, após atingir US$ 4,47 na sessão anterior, o maior valor observado desde 28 de maio.

O milho desvalorizou para US$ 4,27 na semana anterior.

A Ceema salienta que o mercado está atento ao "mercado do clima" nos Estados Unidos, que é crucial para o desenvolvimento das lavouras de milho. A instabilidade climática tem contribuído para sustentar os preços, enquanto o crescimento do trigo também tem influenciado a alta nas cotações.

Além disso, o aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia gera incertezas sobre o comércio de milho e trigo na região do Mar Negro, impactando as negociações no âmbito internacional. O relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), divulgado em 10 de julho, mantém a estimativa da produção americana em 406,4 milhões de toneladas, ao mesmo tempo em que reduz os estoques finais da safra 2026/27 para 45,5 milhões de toneladas, cerca de quatro milhões abaixo da estimativa anterior.

Produção global e nacional

A produção global foi revisada para 1,297 bilhão de toneladas, uma queda de três milhões em relação à previsão anterior. Para a América do Sul, as projeções para o Brasil e Argentina permanecem em 139 milhões e 55 milhões de toneladas, respectivamente.

Outro ponto destacado na análise da Ceema é a condição das lavouras nos EUA. Até o dia 12 de julho, 68% das áreas cultivadas com milho apresentaram condições consideradas boas a excelentes, um aumento de um ponto percentual em relação à semana anterior. Somente 8% das áreas estavam classificadas como ruins ou muito ruins.

"

Até julho, 68% das lavouras estão em boas condições

USDA.

O relatório aponta ainda que 34% das áreas de milho estão na fase de pendoamento, superando a média histórica de 30%, e 6% estão na etapa de formação de grãos, ligeiramente acima da média de 5% para este período.

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