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Preços do cacau sobem com El Niño, impactando mercado agrícola

Cotação do cacau em alta, enquanto café e açúcar também apresentam movimentações significativas.

Giovani Ferreira16 de junho de 2026 às 17:20
Preços do cacau sobem com El Niño, impactando mercado agrícola

Os preços futuros do cacau registraram um salto de 6,60%, o que representa máximas de duas semanas, impulsionados por temores relacionados ao fenômeno climático El Niño. Na tarde de terça-feira (16), o contrato para setembro foi precificado em US$ 4.234 por tonelada na bolsa de Nova York.

Segundo o Barchart, a escalada nos preços reflete a precaução dos mercados diante dos riscos climáticos provocados pela confirmação do El Niño na semana passada. Esse fenômeno é conhecido por trazer temperaturas mais quentes e secas à África Ocidental, o que pode afetar negativamente a umidade do solo e, consequentemente, a produtividade do cultivo de cacau.

Impacto nos Contratos de Café

Os contratos futuros do café arábica também se beneficiaram das condições climáticas, com um aumento significativo de 5,25% no preço de setembro, que ficou em US$ 2,72 por libra-peso. Leonardo Rossetti, especialista da StoneX, aponta que a valorização é fruto da redução de estoques, atrasos nas colheitas no Brasil e riscos de geadas em áreas produtoras.

Os preços de café se recuperaram significativamente após perdas das semanas anteriores, com os fundos realizando lucros.

Situação do Mercado de Açúcar

O açúcar, por sua vez, teve leve aumento de 0,88%, terminando o dia em 13,82 centavos de dólar por libra-peso, após quedas que o levaram a mínimas de dois meses. Fatores como preocupações sobre a safra de açúcar na Índia, que sofre com chuvas abaixo do normal, influenciaram a reversão das perdas.

Desempenho do Algodão e Suco de Laranja

No mercado do algodão, o contrato para dezembro registrou leve alta de 1,22%, cotado a 77,75 centavos por libra-peso, com a atenção voltada para as condições climáticas nos EUA. Para o suco de laranja, a situação foi desfavorável, com o contrato de julho fechando em queda de 4,56%, a US$ 1,47 por libra-peso.

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