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Agronegócio
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Cultivo de soja em Roraima enfrenta desafios climáticos em 2026

Período chuvoso beneficia a semeadura, mas riscos aumentam com El Niño

Ricardo Alves26 de maio de 2026 às 18:00
Cultivo de soja em Roraima enfrenta desafios climáticos em 2026

O cultivo de soja em Roraima se destaca por seu calendário agrícola, que coincide com a estação de chuvas na região, resultando em lavouras com maior estabilidade produtiva. Nesta safra de 2026, os primeiros relatórios indicam um ambiente favorável para os agricultores.

Período de Semeadura Favorável

As atividades de plantio começaram no final de março e se estendem até junho, momento considerado ideal devido à intensidade e regularidade das chuvas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), desde o início do ciclo de plantio, Roraima tem se beneficiado de chuvas frequentes, com registros de altos acumulados.

Até o momento, as perdas nas lavouras têm sido mínimas devido à boa distribuição das chuvas e ausência de déficits hídricos.

Análises do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro) confirmam que a combinação de chuvas adequadas e temperaturas apropriadas têm contribuído para um bom desenvolvimento das plantas.

Monitoramento Climático

O clima na região de Alto Alegre (RR) foi monitorado com métodos que avaliam a precipitação, evapotranspiração e o balanço hídrico do solo. À medida que as lavouras entram em fases que demandam mais água, a continuidade das chuvas se torna essencial para manter o potencial produtivo.

Influência da ZCIT

A estação chuvosa em Roraima é fortemente influenciada pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que traz chuvas intensas entre abril e agosto. Os meses de junho e julho são críticos, com precipitações que frequentemente superam os 250 milímetros.

Entretanto, com a passagem do mês de agosto, a ZCIT tende a recuar, fazendo com que os volumes de chuva diminuam e aumentando a possibilidade de secas, especialmente em áreas onde o plantio foi tardio.

Riscos Relacionados ao El Niño

Especialistas também expressam preocupação com os possíveis efeitos do fenômeno El Niño, que pode provocar alterações na chuva no norte da Amazônia. Projeções feitas pelo Inmet e outros institutos indicam que o período de junho a agosto pode apresentar 50 milímetros a menos de chuva em comparação com a média, elevando o risco para as lavouras em fases críticas.

O monitoramento contínuo das condições meteorológicas é crucial para o planejamento e sucesso das operações agrícolas.

Dessa maneira, especialistas reafirmam a importância de antecipar ações para mitigar riscos e otimizar as decisões dos agricultores, garantindo uma safra produtiva.

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