Sobretaxa dos EUA gera impacto significativo sobre exportações gaúchas
Rio Grande do Sul enfrenta desafios com novos impostos sobre importações

Uma nova decisão comercial dos Estados Unidos lança um alerta sobre as exportações do Rio Grande do Sul. O Representante de Comércio dos EUA (USTR) anunciou uma sobretaxa de 25% sobre diversas importações brasileiras, com início programado para 22 de julho.
Esta medida, que se fundamenta na Seção 301 do Trade Act de 1974, impacta significativamente o estado, onde 79% do valor das exportações estão suscetíveis à nova taxa, totalizando cerca de US$ 1,30 bilhão. Em comparação, a média nacional de exportações afetadas gira em torno de 38%.
✨ O agronegócio gaúcho é particularmente vulnerável, com uma exposição de 70,4% em produtos agropecuários.
Produtos mais afetados
Dentre os produtos que correm maior risco, destacam-se o fumo não manufaturado (tipo Virgínia), madeira serrada, calçados, fumo Burley e sebo bovino. Impressivamente, esses cinco produtos respondem por 64% da exposição total do setor agrícola no Rio Grande do Sul.
Impacto financeiro estimado
O impacto tarifário potencial pode chegar a US$ 325 milhões para as exportações do estado e até US$ 135 milhões somente para o agronegócio.
Apesar dessa situação crítica, a lista de exceções gerada pelo USTR, que excluiu diversos produtos, como ferro-gusa e couros bovinos, proporcionou um alívio parcial. Esse ajuste levou à redução das exportações brasileiras afetadas de 43,7% para 38%.
A Farsul destaca que o impacto tarifário não se traduz imediatamente em perdas financeiras da mesma magnitude. O comportamento do mercado poderá variar bastante, com possibilidades de ajustes nos preços e busca por novos fornecedores.
Nos próximos dias, a atenção ao desenrolar dessa situação será vital para produtores e exportadores, que precisam estar cientes das mudanças na regulamentação aduaneira e de possíveis revisões que afetem a competitividade no mercado americano.
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