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Agronegócio
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Redução nas exportações de milho: impactos no mercado agrícola

Mesmo com estoques elevados, desvalorização do grão reduz interesse de venda e afeta desempenho do comércio exterior

Seane Lennon13 de abril de 2024 às 21:02
Redução nas exportações de milho: impactos no mercado agrícola

O Brasil exportou 7,02 milhões de toneladas de milho no primeiro trimestre de 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa uma queda expressiva de 28% em relação ao mesmo período de 2023, reflexo da menor atratividade de preços para os produtores.

Mesmo com 2,07 milhões de toneladas em estoque, a desvalorização do milho reduziu o interesse dos produtores em exportar.

Os principais compradores do milho brasileiro no trimestre foram a China, com 1,48 milhão de toneladas, seguida pelo Egito, com 869,49 mil toneladas, e o Irã, que adquiriu 698,20 mil toneladas. A demanda chinesa permanece essencial para equilibrar o mercado exportador do país.

Mato Grosso mantém protagonismo nas vendas externas

Maior produtor nacional de milho, Mato Grosso respondeu por 60,39% de todas as exportações brasileiras no período. O estado embarcou 4,24 milhões de toneladas, registrando um leve avanço de 0,83% em comparação ao primeiro trimestre de 2023.

Por que os preços caíram?

A desvalorização do milho está associada a fatores como maior oferta interna, redução no preço internacional e desaceleração de compras antecipadas, diminuindo a competitividade do produtor brasileiro.

A China também foi o principal destino do milho produzido em Mato Grosso, importando 777,17 mil toneladas do estado, reforçando a dependência da demanda asiática para manter o ritmo das exportações brasileiras de grãos.

  • 1China importou 1,48 milhão de toneladas
  • 2Egito comprou 869,49 mil toneladas
  • 3Irã adquiriu 698,20 mil toneladas

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