Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Dependência de Fertilizantes Impõe Riscos ao Agronegócio Brasileiro

Cogo Inteligência em Agronegócio aponta vulnerabilidades significativas no setor devido a insumos importados.

Giovani Ferreira27 de março de 2026 às 08:45
Dependência de Fertilizantes Impõe Riscos ao Agronegócio Brasileiro

A vulnerabilidade do agronegócio brasileiro devido à dependência de insumos externos continua sendo um ponto crucial, mesmo com o aumento da produtividade e competitividade no mercado internacional.

Análise da Situação Atual

Estudos realizados por Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, revelam que o Brasil consumiu 49,1 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, tendo importado 43,3 milhões, o que resulta em uma dependência externa de 88% e um investimento anual de aproximadamente US$ 25 bilhões. Esse cenário implica custos altos de produção, com fertilizantes representando até 40% dos gastos na soja e 50% no cultivo de milho.

"

A combinação da dependência externa com fatores geopolíticos e flutuações cambiais eleva o risco sistêmico do agronegócio

Carlos Cogo

8% do nitrogênio, 44% do fósforo e apenas 3% do potássio são produzidos internamente.

Contexto sobre o Mercado de Fertilizantes

O mercado global de fertilizantes é caracterizado por sua concentração e sensibilidade a decisões políticas, sendo que cerca de 45% das importações advêm de regiões com alta instabilidade.

Eventos recentes, como a elevação de mais de 100% nos preços da ureia em 2022, em razão da guerra entre Rússia e Ucrânia, exemplificam a fragilidade deste sistema.

Apesar de dispor de reservas significativas e de tecnologia avançada, o Brasil enfrenta desafios regulatórios e custos altos, além de estar ligado fortemente a uma logística externa.

Cogo aponta que para reduzir essa vulnerabilidade, são necessárias ações que incluam diversificação, investimento em bioinsumos, aumento da produção interna e adoção de novas tecnologias. A meta não deve ser a autossuficiência, mas sim estabelecer uma segurança estratégica para o abastecimento.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio