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Meio Ambiente
2 min de leitura

Bioinsumos ampliam resiliência da agricultura no BioSummit 2026

Pesquisadores defendem alternativas sustentáveis frente às mudanças climáticas

Camila Souza Ramos11 de maio de 2026 às 10:20
Bioinsumos ampliam resiliência da agricultura no BioSummit 2026

O BioSummit 2026, realizado em Campinas (SP), trouxe à tona a importância de bioinsumos e controle biológico para aumentar a resiliência da agricultura face às mudanças climáticas, com eventos climáticos extremos se tornando cada vez mais frequentes.

Wagner Bettiol, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, ressaltou que a preservação da biodiversidade microbiana é fundamental nesse contexto, já que microrganismos benéficos podem equilibrar os ecosistemas agrícolas, aprimorando a absorção de água pelas plantas e minimizando os danos ambientais.

A produção de bioinsumos emite até cinco vezes menos CO2 que defensivos químicos.

O aquecimento global pode agravar doenças ocasionadas por vírus e molicutes. Bettiol advertiu que o aumento das temperaturas pode encurtar o ciclo de vida desses organismos patogênicos e intensificar sua proliferação, como evidenciado em surtos de enfezamento do milho.

Comparação Ambiental

A comparação entre insumos químicos e biológicos evidenciou a sustentabilidade dos bioinsumos. Para cada quilo de defensivo químico produzido, entre 20 a 25 quilos de CO2 equivalente são emitidos, enquanto a geração de um quilo de bioinsumo libera de 3 a 5 quilos.

O Brasil, com 277 produtos biológicos registrados, possui potencial significativo para explorar a biodiversidade microbiana nacional, segundo Bettiol.

Avanços e Adoção

Carlos Alexandre Cruciol, professor da Unesp, complementou que os agentes de biocontrole não apenas combatem doenças, mas também ajudam as culturas a resistir a estresses abióticos. Cada vez mais, bactérias como Bacillus e fungos Trichoderma estão se mostrando eficazes nesse cenário.

Durante o evento, a jornalista Renata Maron divulgou que a área no Brasil tratada com bioinsumos alcançou cerca de 194 milhões de hectares em 2025, com a taxa de adoção subindo de 22% para 47% nos últimos cinco anos.

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