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Agronegócio
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Dólar robusto sustenta preços da soja enquanto Chicago enfrenta queda

Mercado brasileiro é impactado por valorização cambial e estimativas de safra

Gabriel Rodrigues18 de maio de 2026 às 16:45
Dólar robusto sustenta preços da soja enquanto Chicago enfrenta queda

A recente valorização do dólar sustentou os preços da soja no Brasil, mesmo com as cotações na Bolsa de Chicago apresentando queda. Dados da Grão Direto mostram que o mercado da soja terminou a semana em movimento misto, com o dólar próximo a R$ 5,07, seu maior aumento desde abril, ajudando a minimizar as perdas internas.

No exterior, as projeções indicadas pelo USDA apontam para uma safra robusta em 2026/27, com Brasil e Estados Unidos reportando volumes recordes. A expectativa de aumento na oferta global de soja pressionou os preços na Bolsa de Chicago, onde o contrato spot, com vencimento em julho de 2026, fechou com queda de 2,40%, cotado a US$ 11,77 por bushel.

A produção brasileira deverá alcançar impressionantes 186 milhões de toneladas, enquanto os EUA projetam 120,7 milhões de toneladas.

Além da pressão da oferta elevada, uma cúpula recente entre Donald Trump e Xi Jinping não trouxe anúncios relevantes sobre novas compras de soja dos EUA pela China, reforçando a dependência da nação asiática da oferta sul-americana. A ausência de novos contratos alimenta a expectativa de que os preços possam ser impactados negativamente nos próximos meses.

Nos Estados Unidos, o avanço da semeadura está em ritmo satisfatório, com algumas regiões atingindo mais de 49% da área plantada, no entanto, o clima adverso e a possibilidade de frio atípico podem atrasar o plantio, levando os investidores a retornarem às compras.

Contexto Climático

No Brasil, o Inmet prevê a chegada de uma massiva onda de frio no Sul, o que pode complicar a colheita da soja que ainda está no campo, além de causar encharcamento das áreas cultivadas.

Os custos logísticos também são uma preocupação constante. Tensões no Estreito de Ormuz estão pressionando o frete transoceânico, e a instabilidade nas taxas de frete e fertilizantes importados pode limitar a recuperação rápida dos prêmios portuários no Brasil, com especial atenção para a ureia, que poderá apresentar aumento de preços no próximo trimestre.

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