Soja: cautela nas vendas e atenção ao mercado futuro
Produtores devem focar na fixação de preços conforme estágios de resistência.

As orientações para o setor da soja indicam prudência nas vendas físicas e um olhar atento às oportunidades no mercado futuro. Especialmente quando os preços na Bolsa de Chicago superarem os níveis de resistência técnica.
De acordo com o relatório semanal da TF Agroeconômica, é aconselhável que os produtores utilizem a CBOT para garantir preços tanto para a safra atual quanto para a próxima, assim que os valores ultrapassarem as barreiras de resistência. Neste momento, é mais seguro não se apressar nas vendas físicas, dada a incerteza climática relacionada ao fenômeno El Niño.
✨ A tendência de curto prazo aponta para preços laterais, com um leve potencial de alta impulsionado pela cotação elevada do petróleo, que se aproxima de US$ 95 por barril.
Além disso, a firmeza do óleo de soja e a preocupação com a escassez de água nas Grandes Planícies dos EUA agregam suporte ao complexo da soja, mesmo após os fundos terem realizado lucro e com o mercado operando em um canal lateral.
A melhoria técnica ocorre após o fechamento semanal acima da resistência de US$ 12,00 por bushel, embora ainda não confirme uma tendência de alta substancial. O suporte é notado entre US$ 11,70 e US$ 11,75 por bushel, enquanto a resistência é observada entre US$ 12,00 e US$ 12,10 por bushel.
Produtores são aconselhados a aproveitar os rompimentos de preço nesta faixa para fixar contratos no mercado futuro, onde a entrega física não é necessária.
Fatores limitadores de uma alta significativa incluem as exportações fracas dos EUA e a redução da demanda chinesa, além da safra recorde brasileira que reforça a oferta global. As vendas norte-americanas totalizaram 141,9 mil toneladas para 2025/26, número aquém das expectativas, com um acumulado 18,24% inferior ao mesmo período do ano anterior.
No Brasil, as exportações históricas de soja e farelo demonstram uma vasta disponibilidade no mercado global. No ambiente doméstico, os preços permanecem em uma faixa lateral, com a demanda suave reduzindo as altas, embora as fortes exportações e os prêmios ainda previnam quedas mais acentuadas.
Para o médio prazo, a projeção ainda é de viés baixista, influenciada pela grande oferta mundial e o clima nos EUA durante os meses de junho e julho.
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