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Agronegócio
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Embrapa lança cultivares de trigo para o Cerrado

Novas variedades visam expandir a produção no ambiente tropical

Gabriel Azevedo21 de maio de 2026 às 14:20
Embrapa lança cultivares de trigo para o Cerrado

Na AgroBrasília 2026, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou duas novas variedades de trigo, adaptadas ao cultivo em regiões tropicais. As cultivares BRS Savana e BRS Cracker têm como objetivo impulsionar a produção de trigo no Cerrado, uma área com grande potencial para a triticultura.

BRS Savana é indicada para cultivo em sequeiro, enquanto BRS Cracker atende à produção de farinha para biscoitos.

A cultivar BRS Savana foi desenvolvida para prosperar em condições de sequeiro, enfrentando as temperaturas elevadas e a escassez de água. Em contrapartida, a BRS Cracker foca na demanda da indústria de biscoitos, apresentando uma redução na força do glúten, o que é favorável para a fabricação deste tipo de produto.

A Embrapa visa dobrar a área cultivada de trigo no Cerrado, que atualmente abrange 400 mil hectares, para 1 milhão de hectares na próxima década. As novas cultivares são o resultado de quatro décadas de pesquisas entre as unidades da Embrapa Cerrados e da Embrapa Trigo.

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A BRS Cracker foi obtida através de seleção da cultivar BRS 264, uma das mais cultivadas na região

Julio Albrecht, pesquisador da Embrapa Cerrados.

O potencial produtivo da BRS Cracker em sistema irrigado é estimado entre 8 e 9 toneladas por hectare e demonstra boa resistência à brusone, uma das principais doenças que afetam a cultura do trigo.

Por sua vez, a BRS Savana pode produzir entre 4 e 5 toneladas por hectare, se mostrando resistente também à brusone. Com isso, essas inovações ampliam as possibilidades de cultivo, tanto em condições irrigadas quanto em sequeiro.

Contexto sobre o Cerrado

Em 2023, o Cerrado foi responsável por 16% da produção nacional de trigo, totalizando mais de 1,3 milhão de toneladas. A área plantada passou de 200 mil hectares em 2021 para 400 mil hectares em 2023.

A expansão do cultivo de trigo na região poderá reduzir a dependência do Brasil em relação às importações de trigo de países como Estados Unidos e Canadá, conforme observado pela Embrapa Trigo.

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