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Agronegócio
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Movimentos diversos nos mercados agrícolas impactam preços do trigo e soja

Trigo em queda enquanto soja atinge novos patamares em Chicago

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 10:45
Movimentos diversos nos mercados agrícolas impactam preços do trigo e soja

Os mercados agrícolas iniciaram a semana com desempenhos diversos, refletindo a realização de lucros no trigo e a influência de fatores climáticos, demanda e geopolítica sobre a soja e o milho.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos de trigo em Chicago abriram em baixa, com os investidores realizando lucros em um cenário de mercado sensível e um equilíbrio ajustado de oferta e demanda, conforme relatado pelo USDA na sexta-feira passada.

Os contratos de setembro, dezembro e maio mostraram recuo em Chicago, enquanto no mercado físico brasileiro, os preços do trigo no Paraná apresentavam leve valorização, em contraste com a queda no Rio Grande do Sul.

A baixa no Rio Grande do Sul está ligada à redução da demanda no mercado de farinhas, enquanto o Paraná se beneficia da procura por farinhas para panificação.

Além disso, a recente suspensão da navegação russa no estreito de Kersch pode retornar a oferecer suporte às cotações do cereal.

Por outro lado, a soja atingiu em Chicago seu maior preço em dois meses, negociando próximo de US$ 12 por bushel. Esse avanço é impulsionado pelas compras da China de soja americana, que superaram 800 mil toneladas, conforme indicado pelo USDA.

A proximidade do período crítico para o clima do cultivo, combinada com previsões de temperaturas acima da média e chuvas escassas em partes do Cinturão do Milho, está criando um ambiente propício para altas adicionais.

O óleo e farelo de soja também subiram, indicando uma melhora nas expectativas de demanda e processamento.

O milho acompanhou a valorização da soja, subindo cerca de 5 pontos em Chicago, impulsionado pelos mesmos fatores climáticos e geopolíticos, afetando também os mercados de petróleo e biocombustíveis.

Para a soja, as próximas duas a três semanas serão cruciais, pois a continuidade das altas temperaturas e da escassez de chuvas no Meio-Oeste dos EUA poderá gerar incertezas quanto à produtividade, o que sustentaria a recuperação dos preços.

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