Exportações de grãos ao Irã caem levemente por guerra
Embarques de soja e milho enfrentam desafios logísticos

As dificuldades logísticas provocadas pela guerra resultaram em uma leve queda nas exportações de produtos agrícolas do Brasil para o Irã. Apesar do aumento nos custos operacionais, o volume de grãos enviado se manteve estável, com 3,08 milhões de toneladas transportadas entre janeiro e maio de 2026.
Impacto da Guerra nas Exportações
As exportações brasileiras de soja, milho e farelo de soja para o Irã registraram uma diminuição de aproximadamente 3% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025. Mesmo após o início do conflito em fevereiro, cerca de 1,8 milhão de toneladas foram embarcadas. A maior queda se concentrou nos embarques de milho, que perderam cerca de 900 mil toneladas, enquanto houve aumento nos volumes de farelo de soja.
✨ A guerra impactou a logística, mas as exportações se mostraram resilientes.
De acordo com informações da agência marítima Alphamar, até o dia 5 de junho, dois navios estavam agendados para embarcar farelo de soja e um para milho, com a movimentação de soja abaixo do normal em relação ao ano anterior. Arthur da Anunciação Neto, da Alphamar, destacou que a movimentação de navios continua, mas o cenário de incerteza está presente.
Expectativas para o Segundo Semestre
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) observou que o volume de milho ainda pode crescer no segundo semestre, embora as exportações de janeiro a maio representem historicamente uma parte menor do total. Os embarques tendem a aumentar em junho e julho com a colheita da segunda safra.
Embora o Irã tenha sido o terceiro maior destino do milho brasileiro, atrás do Egito e Vietnã, a Anec manteve a previsão de exportações para 2026 em 44 milhões de toneladas, mesmo com os desafios logísticos.
✨ As cargas de milho estão mais caras para os importadores iranianos devido às dificuldades logísticas.
Com o aumento dos custos de transporte, as vendas para o Irã apresentam um prêmio de 50 a 70 centavos por bushel, o que implica que os importadores terão que pagar valores mais altos. A capacidade de o Brasil manter os altos níveis de exportação para o Irã, como as mais de 9 milhões de toneladas em 2025, dependerá das condições financeiras de pagamento.
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