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Agronegócio
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Exportações de grãos ao Irã caem levemente por guerra

Embarques de soja e milho enfrentam desafios logísticos

Giovani Ferreira10 de junho de 2026 às 21:05
Exportações de grãos ao Irã caem levemente por guerra

As dificuldades logísticas provocadas pela guerra resultaram em uma leve queda nas exportações de produtos agrícolas do Brasil para o Irã. Apesar do aumento nos custos operacionais, o volume de grãos enviado se manteve estável, com 3,08 milhões de toneladas transportadas entre janeiro e maio de 2026.

Impacto da Guerra nas Exportações

As exportações brasileiras de soja, milho e farelo de soja para o Irã registraram uma diminuição de aproximadamente 3% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025. Mesmo após o início do conflito em fevereiro, cerca de 1,8 milhão de toneladas foram embarcadas. A maior queda se concentrou nos embarques de milho, que perderam cerca de 900 mil toneladas, enquanto houve aumento nos volumes de farelo de soja.

A guerra impactou a logística, mas as exportações se mostraram resilientes.

De acordo com informações da agência marítima Alphamar, até o dia 5 de junho, dois navios estavam agendados para embarcar farelo de soja e um para milho, com a movimentação de soja abaixo do normal em relação ao ano anterior. Arthur da Anunciação Neto, da Alphamar, destacou que a movimentação de navios continua, mas o cenário de incerteza está presente.

Expectativas para o Segundo Semestre

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) observou que o volume de milho ainda pode crescer no segundo semestre, embora as exportações de janeiro a maio representem historicamente uma parte menor do total. Os embarques tendem a aumentar em junho e julho com a colheita da segunda safra.

Embora o Irã tenha sido o terceiro maior destino do milho brasileiro, atrás do Egito e Vietnã, a Anec manteve a previsão de exportações para 2026 em 44 milhões de toneladas, mesmo com os desafios logísticos.

As cargas de milho estão mais caras para os importadores iranianos devido às dificuldades logísticas.

Com o aumento dos custos de transporte, as vendas para o Irã apresentam um prêmio de 50 a 70 centavos por bushel, o que implica que os importadores terão que pagar valores mais altos. A capacidade de o Brasil manter os altos níveis de exportação para o Irã, como as mais de 9 milhões de toneladas em 2025, dependerá das condições financeiras de pagamento.

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