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Agronegócio
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Fase 3 do Programa Irriga+RS promete R$ 10 milhões em subvenções

Iniciativa é apresentada em seminário para fortalecer a irrigação no estado

Camila Souza Ramos29 de maio de 2026 às 10:05
Fase 3 do Programa Irriga+RS promete R$ 10 milhões em subvenções

A terceira fase do Programa Irriga+RS foi oficialmente apresentada no dia 28 de dezembro, durante o Seminário de Irrigação realizado na cidade de São Marcos, na Serra gaúcha. O evento, que reuniu agricultores, técnicos, estudantes e autoridades, focou na discussão das políticas de suporte à irrigação e os impactos já observados nas áreas beneficiadas.

Com um orçamento de R$ 10 milhões destinados a subvenções, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) destacou que os produtores podem receber uma subvenção direta de 20% sobre o valor total do projeto, limitada a R$ 150 mil por beneficiário. Os recursos podem ser aplicados em diversos sistemas de irrigação, incluindo aspersão, gotejamento e estruturas de reservação de água, como açudes.

A fase 3 do programa já registrou 217 manifestações de interesse e 135 projetos em fase de análise.

Durante o seminário, Márcio Amaral, subsecretário de Irrigação da Seapi, anunciou que a adesão ao programa pode ser realizada online através do portal irrigamais.agricultura.rs.gov.br, acessível por dispositivos móveis e computadores. Após a apresentação das notas fiscais no sistema, os pagamentos serão processados diretamente aos produtores.

A Seapi também comprovou que, desde 2003, o estado do Rio Grande do Sul enfrentou sete estiagens significativas. As fases anteriores do Irriga+RS resultaram em R$ 450 milhões investidos em 1.297 projetos, possibilitando um potencial para R$ 61 milhões em subvenções e a irrigação de cerca de 24 mil hectares, abrangendo culturas como milho, soja, pastagens, hortaliças e frutas.

Os dados apresentados no evento destacaram como a irrigação é essencial para aumentar a produtividade em regiões vulneráveis à falta de água. Um exemplo prático foi uma área de soja em Bagé, que conseguiu aumentar a produção de 50 para 80 sacas por hectare com o uso de pivô. Casos similares foram apresentados de pêssegos e vinhedos em São Marcos e Garibaldi.

A efetividade da fase 3 do programa dependerá da execução dos projetos que estão sob análise e da adesão dos produtores às diretrizes operacionais estabelecidas.

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