Fim da escala 6x1 gera preocupações no agronegócio
Alterações na jornada de trabalho podem impactar custos operacionais

O possível fim da escala 6x1 está provocando debates intensos no Congresso, o que desperta apreensão entre os integrantes do agronegócio.
Representantes do setor alertam que a proposta de redução da jornada semanal pode resultar em custos mais altos e complicar a contratação de mão de obra especializada, afetando negativamente operações que precisam de prazos curtos para plantio e colheita.
Detalhes da Proposta
A legislação atual permite que os trabalhadores agrícolas tenham jornadas de até 44 horas semanais com um dia de descanso. No entanto, a nova proposta em análise na Câmara propõe uma redução para 40 horas semanais, incluindo dois dias de folga, mas sem alteração nos salários.
✨ A implementação da nova carga horária ocorreria de maneira gradual, começando por 42 horas e atingindo a meta em um prazo de um ano.
Produtores rurais indicam que essa mudança poderá incrementar os custos operacionais, especialmente para os pequenos agricultores, devido à média de produtividade no Brasil ser muito inferior à de países como os Estados Unidos. Aqui, a média é de apenas 1 hora por trabalhador, comparado às mais de 80 horas de produtividade por trabalhador americano.
Desafios da Nova Regulação
Além do aumento de custos, a nova regulamentação poderá intensificar a falta de mão de obra qualificada, tornando ainda mais desafiador o processo de contratação de operadores especializados. Com menos operadores disponíveis, os produtores podem ser forçados a empregar mais trabalhadores, elevando ainda mais os gastos operacionais.
Atualmente, os profissionais representam aproximadamente 5% dos custos totais nas propriedades rurais. Se a nova legislação se concretizar, muitos produtores poderão encontrar dificuldades financeiras, afetando diretamente a renda das famílias envolvidas no agronegócio.
Próximas Etapas
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que possui essas mudanças entre seus objetivos, está prestes a ser avaliada pelo Senado. Caso ocorram alterações significativas, o texto será enviado de volta para análise na Câmara.
Além disso, os senadores também estão discutindo a PEC 12 de 2026, que mantém a carga horária de 44 horas, mas busca oferecer maior flexibilidade nas negociações entre empregador e empregado, levando em conta as variações da produção agrícola.
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