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Agronegócio
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Gengibre de Tapiraí busca recuperação com nova associação de produtores

Cultivo tradicional enfrenta desafios, mas ganha impulso com a colaboração.

Tiago Abech21 de junho de 2026 às 07:45
Gengibre de Tapiraí busca recuperação com nova associação de produtores

Em Tapiraí, município de São Paulo com cerca de 8 mil habitantes, a cultura do gengibre enfrenta desafios históricos, mas está sendo revitalizada por um grupo de agricultores que se juntou em uma nova associação.

A cidade de Tapiraí, conhecida como 'Capital do Gengibre', vê esforços para inovar e aumentar a produção após décadas de declínio.

Historicamente, a cultura do gengibre em Tapiraí foi introduzida por imigrantes japoneses no início do século XX. Contudo, fatores como doenças nas lavouras, má gestão agrícola, e a migração da população rural têm contribuído para a diminuição de produtores locais. Atualmente, não mais do que 40 pequenos agricultores permanecem na atividade.

A Nova Associação de Produtores

Para reverter essa situação, um grupo de agricultores formou uma associação com o suporte do Instituto Agronômico (IAC) e da prefeitura. Hélio Tiago de Oliveira, o presidente da associação, tem se dedicado ao cultivo de gengibre desde a adolescência e, atualmente, cultiva 3,6 hectares, com uma previsão de colheita de até 8 mil caixas neste ano.

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Precisamos melhorar o manejo, cuidar mais do solo e desenvolver variedades mais resistentes a doenças. Já estamos conversando com compradores de Israel e Argentina

Hélio Tiago de Oliveira.

O processo de valorização do gengibre de Tapiraí deve receber um impulso com a concessão da Indicação Geográfica (IG).

Além de Hélio, o jovem Joel Carvalho dos Santos Neto, que começou com uma pequena lavoura de teste, agora cultiva cinco alqueires (aproximadamente 12 hectares) e colhe em média 500 toneladas anualmente, também planeja expandir seu foco no mercado externo.

Desafios e Prejuízos

Por outro lado, nem todos os agricultores têm tido sucesso. Arnaldo Fernando Guerra relata um prejuízo de R$ 200 mil em decorrência de problemas com doenças nas lavouras. Esse cenário destaca a fragilidade da produção local, que sofre com custos altos e produção inconsistente.

Ainda assim, o fértil solo paulista é responsável por apenas 5,5 mil toneladas anuais, contrastando com os 60 mil toneladas de produção no Espírito Santo.

Apesar das dificuldades, a prefeitura de Tapiraí, em parceria com o IAC, busca reverter a queda nos plantios por meio de iniciativas de capacitação e pesquisa, tratando de melhorar as práticas agrícolas e incentivando a rotação de culturas.

Perspectivas de Futuro

A nova associação de produtores com apoio do IAC pode mudar a realidade do gengibre na cidade. Com investimentos e foco em qualidade, a região pretende aumentar não apenas a produção local, mas também conquistar o mercado internacional.

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