Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Guerra no Oriente Médio eleva custos e afeta milha na Europa

Aumento nos insumos compromete a área cultivada na União Europeia.

João Pereira24 de abril de 2026 às 15:25
Guerra no Oriente Médio eleva custos e afeta milha na Europa

A instabilidade provocada pela guerra no Oriente Médio está causando um aumento significativo nos custos de fertilizantes e energia, resultando em uma previsão de redução na área cultivada com milho na União Europeia. Especialistas acreditam que, pela primeira vez neste século, a área destinada ao milho na região deve ficar abaixo de 8 milhões de hectares em 2026.

Analistas da Expana e da Argus Media indicam que os altos preços dos insumos, somados a margens de lucro estreitas e as condições climáticas extremas, estão desestimulando os agricultores. Maxence Devillers, da Argus, destacou os riscos elevados associados ao cultivo do milho, que incluem o custo dos fertilizantes, a possibilidade de secas e as despesas com a secagem da colheita.

A previsão é de uma redução de 10% a 15% na área de milho na França, correspondente a cerca de 200.000 hectares.

Embora um período de seca no início do plantio tenha beneficiado os agricultores na França, com 56% da área de milho já semeada, a expectativa de chuvas no início de maio é crucial para as culturas. Em contraste, na Polônia, a área destinada ao milho deverá cair ligeiramente para aproximadamente 1,25 milhão de hectares.

Wojtek Sabaranski, da Sparks Polska, comentou que o recente aumento nos preços dos fertilizantes impactará o plantio, mas a falta de alternativas para os agricultores pode limitar a redução. Na Alemanha, há uma perspectiva de crescimento na área de milho, com a associação de cooperativas agrícolas prever um aumento de 3,5%, para 507.000 hectares, graças à compra antecipada de fertilizantes antes do início do conflito.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio