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Agronegócio
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Tensões do Oriente Médio afetam safra brasileira 2026/27

Avanço das tensões influenciam custos e estratégias de plantio.

Gabriel Rodrigues09 de abril de 2026 às 10:45
Tensões do Oriente Médio afetam safra brasileira 2026/27

A crescente tensão no Oriente Médio está impactando o planejamento da próxima safra brasileira, com foco nos custos e nas estratégias produtivas para 2026/27.

De acordo com a consultoria Veeries, esse cenário internacional já se tornou um elemento crucial para a temporada, independentemente da duração do cessar-fogo recente. Nos últimos 30 dias, os preços dos insumos, em especial os fertilizantes, subiram de forma significativa em várias culturas.

Os produtores estão optando por revisar seus planos de plantio, com uma tendência de diminuição das áreas cultivadas.

A falta de previsibilidade tem atrapalhado as vendas, levando o setor agrícola a adotar uma postura de espera. Essas informações foram reveladas no Market Update Grãos de abril, elaborado para os clientes da Veeries, que também publicou dados mensais sobre as compras de insumos.

As análises mostram que o aumento nos custos já está alterando o planejamento da safra seguinte. A soja, por ser mais resistente à diminuição no uso de fertilizantes, deve ter a menor ampliação de área cultivada em 20 anos, embora ainda assim o crescimento será limitado.

Culturas como trigo, arroz e algodão devem enfrentar uma retração ainda mais acentuada. As previsões levam em conta uma possível estabilização nos preços dos insumos nos próximos meses.

No entanto, a continuidade do conflito e eventuais instabilidades nas rotas de abastecimento podem agravar as perdas das áreas cultivadas. Com as margens já sob pressão, os produtores brasileiros encontram dificuldades para lidar com novos aumentos de custos, reforçando um cenário cauteloso para a safra 2026/27.

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