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Agronegócio
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Imporções de soja da China subem, mas ficam abaixo das previsões

Chegadas menores que o esperado devido a atrasos no Brasil

Mariana Souza14 de abril de 2026 às 10:00
Imporções de soja da China subem, mas ficam abaixo das previsões

As importações de soja pela China registraram um aumento de 14,9% em março, totalizando 4,02 milhões de toneladas, embora esse número tenha ficado abaixo das previsões do mercado devido a problemas com atrasos nos embarques do Brasil.

As chegadas ficaram aquém da expectativa de 6,4 milhões de toneladas, impactadas por inspeções mais rigorosas.

Conforme dados da Administração Geral de Alfândega, essa elevação ocorreu em comparação aos 3,5 milhões de toneladas importados no mesmo mês do ano anterior. Contudo, a análise de Rosa Wang, da Shanghai JC Intelligence Co., destaca que os atrasos foram causados por controles fitossanitários mais exigentes, devido a problemas anteriores com contaminações.

Embora o volume tenha aumentado em relação ao ano passado, a comparação é facilitada por uma base baixa, uma vez que em 2025 houve problemas nas colheitas e uma redução de embarques da soja americana.

Dados revelam que, entre janeiro e março de 2026, a China importou 16,58 milhões de toneladas de soja, apresentando uma queda de 3,1% em relação ao ano anterior, onde o total foi de 17,11 milhões de toneladas.

Contexto das importações

As importações foram impactadas por inspeções rigorosas devido ao uso inadequado de pesticidas e danos causados por insetos nas remessas.

A expectativa é que as importações se recuperem gradualmente nos próximos meses, com a chegada de mais remessas dos Estados Unidos e uma safra abundante no Brasil. Especialistas projetam que entre abril e junho, as chegadas mensais podem ultrapassar 10 milhões de toneladas.

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O clima de cultivo de soja nos EUA e possíveis interrupções logísticas devem ser monitorados, uma vez que a demanda do setor de pecuária deverá sustentar os preços, levando a grandes oscilações.

Os operadores estão atentos à cúpula entre os presidentes dos EUA e da China em maio, que pode influenciar as tendências futuras de compra de soja americana pela China, especialmente considerando que as compras haviam sido atrasadas por tensões comerciais.

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