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Agronegócio
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Importações de lácteos pelo Brasil sobem 3,5% em maio

Recorde de 1 bilhão de litros nos primeiros cinco meses do ano

Gabriel Rodrigues13 de junho de 2026 às 13:50
Importações de lácteos pelo Brasil sobem 3,5% em maio

As importações de lácteos pelo Brasil cresceram 3,5% em maio de 2026, atingindo um total de 220 milhões de litros. Esse aumento eleva o volume acumulado no ano a um novo recorde superior a 1 bilhão de litros nos primeiros cinco meses.

Contexto das importações

O incremento nas importações ocorre em meio a um impasse sobre tarifas antidumping para produtos advindos da Argentina e Uruguai, países que representam mais de 80% do leite em pó importado pelo Brasil. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as compras de lácteos em maio totalizaram US$ 102,8 milhões, correspondendo a 25,9 mil toneladas, principalmente de leite em pó e queijos.

As importações de leite em pó representaram 68% do total mensal, com Argentina e Uruguai responsáveis por 86% desse volume.

Comércio e produção interna também estão sendo impactados, já que os preços do leite aos produtores brasileiros enfrentaram uma queda de até 10% em abril, especialmente no caso do leite UHT.

Decisões governamentais

A decisão recente do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Camex suspendeu a aplicação das tarifas antidumping em um primeiro momento, considerando a situação dos consumidores. Embora a investigação identifique margens de dumping entre 25% a 60% para a Argentina e de 4% a 50% para o Uruguai, a aplicação imediata das taxas foi adiada em favor de uma avaliação de interesse público.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) contesta a decisão do governo, alegando que os produtos afetados têm um impacto mínimo no IPCA.

O relatório também estabelece que empresas não identificadas na investigação paguem tarifas mais altas para evitar burla das medidas comerciais. Para empresas que participaram da investigação, as tarifas variam, podendo chegar a até US$ 903,50 por tonelada para a Argentina; já para novos exportadores, o valor chega a US$ 4.183,17 por tonelada. No Uruguai, as tarifas giram entre US$ 378,27 e US$ 850,07 por tonelada.

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