Inpasa Lança Produção de Etanol em Nova Usina na Bahia
A nova unidade em Luis Eduardo Magalhães promete revolucionar o mercado local

Na última sexta-feira (27), a Inpasa deu um grande passo na produção de biocombustíveis com a inauguração de sua nova usina em Luis Eduardo Magalhães, localizada no oeste da Bahia. Com essa nova unidade, a produção total da empresa na região Nordeste supera a quantia de etanol que costuma ser importada anualmente dos Estados Unidos.
Capacidades de Produção
A usina da Bahia está equipada para produzir até 470 milhões de litros de etanol anualmente, enquanto a planta de Balsas, no Maranhão, tem uma capacidade de 950 milhões de litros. Dessa forma, a Inpasa se prepara para uma produção total de 1,3 bilhão de litros por ano.
"Já conseguimos evitar a importação. O Nordeste agora passa a ter volume de etanol suficiente pra suprir toda a região
✨ Início da produção na Bahia coloca a Inpasa como a segunda maior produtora de etanol do mundo.
Contextualização do Mercado
Em 2025, o Brasil importou 320 milhões de litros de etanol. A nova produção da Inpasa promete eliminar a dependência desse suprimento externo.
Com a nova oferta de etanol, a Inpasa não apenas visa suprir a demanda local, mas também pretende substituir as importações americanas. De acordo com Gustavo Mariano, a região Nordeste há muito tempo lutava com uma produção aquém de suas necessidades, apesar de contar com uma indústria consolidada.
Impactos no Consumo Local
O etanol produzido pela Inpasa deverá impactar negativamente as vendas do etanol de cana que normalmente vem do Centro-Sul. Em 2025, o consumo de etanol na região nordestina foi de 4,5 bilhões de litros, conforme relatórios da ANP. Para atender a essa demanda, a Inpasa projeta estimular o consumo local, que até agora enfrenta desafios devido à falta de competitividade de preço em relação à gasolina.
- 1Milho e sorgo do Matopiba para garantir a produção.
- 2Utilização de biomassa local, como caroço de açaí e resíduos de eucalipto.
- 3Esperança de um crescimento expressivo do mercado regional.
Com a nova usina, o etanol se tornará mais acessível, especialmente nas áreas mais distantes, onde o custo sempre foi um limitador. Agora, a expectativa é que o consumidor baiano aproveite a oferta, que está em constante crescimento, destacando a familiaridade da população com o uso do biocombustível.
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