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Agronegócio
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Mercado da soja apresenta oscilações e variações nos preços

Influências climáticas e câmbio impactam o cenário brasileiro

Carlos Silva24 de junho de 2026 às 07:45
Mercado da soja apresenta oscilações e variações nos preços

Na terça-feira, o mercado de soja em Chicago apresentou oscilações moderadas, enquanto as principais praças brasileiras mostraram movimentos diversos, refletindo fatores como clima, câmbio e pressão logística.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa encerraram de forma mista, beneficiados por compras que visavam aproveitar as perdas da sessão anterior. No entanto, as previsões de chuvas na região produtora dos Estados Unidos limitaram a recuperação dos preços.

O contrato para julho aumentou 0,11%, alcançando US$ 11,17 por bushel, enquanto o contrato de agosto subiu 0,13%, para US$ 11,24. O farelo de soja teve um crescimento de 1,03%, mas o óleo apresentou uma queda de 0,79%.

A desvalorização do real contribuiu para a competitividade do grão no Brasil, incentivando as vendas.

No Rio Grande do Sul, os preços permaneceram estáveis nas principais referências, com a saca cotada a R$ 133 no porto de Rio Grande, onde a colheita já é considerada tecnicamente encerrada. A Abiove elevou a previsão de processamento em 2026 para 63 milhões de toneladas, além de estimar exportações recordes de 114,1 milhões de toneladas para o complexo soja.

Em Santa Catarina, há um aumento de 0,77% nos preços em São Francisco, que atingiram R$ 131 por saca, com atenção para os riscos de geadas nas lavouras de inverno.

No Paraná, a colheita do milho safrinha trouxe pressão adicional sobre os armazéns, acelerando a saída de estoques de soja.

Mato Grosso do Sul também já se mobiliza para antecipar o plantio para 1º de setembro, enquanto o período de vazio sanitário se estende até 15 de setembro. Mato Grosso registrou um aumento no preço da soja, com o indicador estadual alcançando R$ 106,73 por saca, o maior nível nominal de 2026, mesmo com a colheita do milho atingindo 20,86%, causando congestão nos armazéns.

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