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Agronegócio
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Mercado de milho apresenta alta em contratos futuros, mas queda no físico

Movimentações contrastantes refletem clima e oferta no Brasil

Acro Rodrigues21 de abril de 2026 às 07:45
Mercado de milho apresenta alta em contratos futuros, mas queda no físico

O mercado de milho tem apresentado comportamentos distintos entre seus segmentos futuro e físico nesta semana, influenciado por variáveis climáticas e as relações de oferta e demanda.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos na B3 viram um aumento nesta segunda-feira, motivados principalmente por preocupações relativas ao clima nas principais regiões produtoras do país.

Enquanto isso, os preços no mercado físico continuam pressionados. Dados do Cepea apontam para quedas significativas nas cotações na semana anterior, atribuídas ao crescimento da oferta e a uma postura mais conservadora dos compradores.

O dólar desvalorizado em comparação ao real também favoreceu a redução dos preços, ao afetar a paridade de exportação.

Até o dia 16 de abril, o indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou uma diminuição de 4,8%, retornando aos patamares de janeiro. No atual cenário, consumidores estão priorizando negociações pontuais, comprando apenas quando necessário ou diante de preços menores.

Os vendedores estão mais flexíveis, mas enfrentam desafios na venda de grandes volumes. O mercado se mantém atento ao progresso da colheita da safra de verão e às condições climáticas para a segunda safra.

Na B3, o contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 67,55, marcando um aumento diário de R$ 1,89. O contrato para julho de 2026 foi encerrado a R$ 67,88, apresentando um ganho de R$ 1,01, enquanto o de setembro de 2026 teve uma cotação de R$ 69,87, com avanço de R$ 1,58.

No mercado internacional, os contratos futuros em Chicago também tiveram alta, impulsionados pela forte demanda por milho dos Estados Unidos. O contrato para maio teve um crescimento de 0,72%, e o de julho, de 0,60%. Essa movimentação ocorreu em razão das inspeções de embarque que totalizaram 1,66 milhão de toneladas na última semana, um aumento de 2,89%.

As expectativas de exportação seguem como foco principal, ao mesmo tempo em que o Brasil conta com a necessidade urgente de chuvas no Mato Grosso até meados de maio, a fim de garantir o potencial produtivo da safrinha.

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