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Agronegócio
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Mercado de trigo mostra volatilidade, mas fundamentos sustentam preços

Fundamentos mantêm preços firmes apesar de curvas baixistas recentes

Acro Rodrigues18 de maio de 2026 às 09:45
Mercado de trigo mostra volatilidade, mas fundamentos sustentam preços

O mercado de trigo está passando por um período de alta volatilidade, porém, os fundamentos subjacentes sugerem que os preços deverão se manter firmes a médio prazo.

De acordo com a TF Agroeconômica, apesar das três sessões consecutivas de queda nas referidas cotações em Chicago, o saldo semanal mostrou-se positivo, refletindo uma oferta mais ajustada e riscos climáticos em áreas essenciais de cultivo.

Recentemente, uma pressão de baixa foi gerada pela liquidação de contratos por grandes fundos de investimento, que realizaram lucros após os aumentos decorrentes do relatório do USDA.

Os fundos reduziram suas posições compradas devido à falta de avanços comerciais após a visita de Donald Trump à China.

Adicionalmente, a chegada da colheita nos Estados Unidos intensificou a pressão sazonal sobre os preços do trigo.

Embora essas correções tenham ocorrido, os fatores que sustentam o mercado continuam relevantes. O USDA reportou um aumento significativo, passando para 71%, na área de trigo de inverno que enfrenta algum nível de seca, em comparação aos 23% de um ano atrás.

Contexto Adicional

As avaliações em Kansas e Oklahoma mostram produtividades inferiores às do ano anterior e também abaixo da média histórica, com secas e doenças impactando severamente o potencial produtivo.

Além disso, a demanda externa se mantém como um ponto de suporte, com as exportações norte-americanas apresentando um aumento de cerca de 16% em relação ao ano passado.

Na Argentina, as previsões para a próxima safra diminuíram por conta da redução da área cultivada e do uso de fertilizantes, enquanto na Rússia, as chuvas excessivas e o frio estão atrasando o plantio do trigo de primavera.

No Brasil, a Conab também ajustou para baixo sua estimativa da safra nacional de trigo.

Tecnicamente, o trigo começou a operar em um novo nível após a revisão do USDA sobre a produção americana e mundial. O suporte significativo está em torno de 600 cents por bushel, com resistência situada na região de 680 cents.

Enquanto os preços permaneçam entre 630 e 640 cents, a tendência se mantém altista.

No Paraná, os preços voltaram a subir após uma breve estabilidade, sustentados pela menor disponibilidade futura de trigo de qualidade.

Já no Rio Grande do Sul, a tendência também é de alta, marcada por maior volatilidade, devido à escassez de trigo de qualidade e o custo elevado do produto argentino. Os produtores permanecem cautelosos nas vendas, aguardando condições de preços mais favoráveis.

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