Mercado de milho no Brasil enfrenta oscilações por clima
Contratos futuros se destacam enquanto preços físicos caem

Nesta semana, o mercado de milho brasileiro mostra um comportamento diferente entre os contratos futuros e o mercado físico, fortemente impactado pelas condições climáticas.
De acordo com a TF AgroEconômica, as negociações na B3 apresentaram alta na segunda-feira, impulsionadas por preocupações com a seca que afeta o Centro-Oeste e as geadas no Sul do Brasil.
✨ As cotações na B3 recuperaram-se levemente, especialmente em Goiás e Minas Gerais, onde a estiagem é mais severa.
No mercado futuro, o contrato para vencimento em maio de 2026 fechou estável a R$ 66,01, experimentando uma perda semanal de R$ 1,52. Para julho de 2026, o preço alcançou R$ 67,93, com uma pequena alta de R$ 0,34, mas um recuo acumulado de R$ 1,86 na semana. Setembro de 2026 encerrou a R$ 70,16, com um avanço de R$ 0,44 no dia, embora registrando uma queda semanal de R$ 1,07.
Em contrapartida, o mercado físico continuou sua tendência de baixa. Conforme indicado pelo Cepea, a maioria das regiões monitoradas apresentou quedas nos preços, influenciadas pela oferta robusta da safra de verão e pelos altos estoques acumulados da safra anterior.
Contexto
As incertezas climáticas sobre a segunda safra de milho, estimada pela Conab em 109,11 milhões de toneladas, têm limitado as quedas nos preços.
Os compradores reportam maior facilidade nas negociações e esperam por novos baixos nos preços, enquanto os vendedores se mostram mais flexíveis nas vendas para liberar espaço nos armazéns e melhorar o fluxo de caixa.
No Sul do Brasil, as condições variam, com o Rio Grande do Sul apresentando preços entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com uma média de R$ 58,12. Em Santa Catarina, as cotações ficam em torno de R$ 70,00, enquanto a demanda está em aproximadamente R$ 65,00. No Paraná, o excesso de oferta e uma expectativa de uma safrinha saudável mantêm os compradores cautelosos. Por fim, em Mato Grosso do Sul, a oferta elevada e a demanda tímida continuam pressionando os preços, apesar do suporte do setor de bioenergia.
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