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    Agronegócio
    2 min de leitura

    Mercado de milho no Brasil enfrenta oscilações por clima

    Contratos futuros se destacam enquanto preços físicos caem

    Gabriel RodriguesAtualizado 12 de maio às 10:45
    A
    Mercado de milho no Brasil enfrenta oscilações por clima

    Nesta semana, o mercado de milho brasileiro mostra um comportamento diferente entre os contratos futuros e o mercado físico, fortemente impactado pelas condições climáticas.

    De acordo com a TF AgroEconômica, as negociações na B3 apresentaram alta na segunda-feira, impulsionadas por preocupações com a seca que afeta o Centro-Oeste e as geadas no Sul do Brasil.

    ✨ As cotações na B3 recuperaram-se levemente, especialmente em Goiás e Minas Gerais, onde a estiagem é mais severa.

    No mercado futuro, o contrato para vencimento em maio de 2026 fechou estável a R$ 66,01, experimentando uma perda semanal de R$ 1,52. Para julho de 2026, o preço alcançou R$ 67,93, com uma pequena alta de R$ 0,34, mas um recuo acumulado de R$ 1,86 na semana. Setembro de 2026 encerrou a R$ 70,16, com um avanço de R$ 0,44 no dia, embora registrando uma queda semanal de R$ 1,07.

    Em contrapartida, o mercado físico continuou sua tendência de baixa. Conforme indicado pelo Cepea, a maioria das regiões monitoradas apresentou quedas nos preços, influenciadas pela oferta robusta da safra de verão e pelos altos estoques acumulados da safra anterior.

    Contexto

    As incertezas climáticas sobre a segunda safra de milho, estimada pela Conab em 109,11 milhões de toneladas, têm limitado as quedas nos preços.

    Os compradores reportam maior facilidade nas negociações e esperam por novos baixos nos preços, enquanto os vendedores se mostram mais flexíveis nas vendas para liberar espaço nos armazéns e melhorar o fluxo de caixa.

    No Sul do Brasil, as condições variam, com o Rio Grande do Sul apresentando preços entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com uma média de R$ 58,12. Em Santa Catarina, as cotações ficam em torno de R$ 70,00, enquanto a demanda está em aproximadamente R$ 65,00. No Paraná, o excesso de oferta e uma expectativa de uma safrinha saudável mantêm os compradores cautelosos. Por fim, em Mato Grosso do Sul, a oferta elevada e a demanda tímida continuam pressionando os preços, apesar do suporte do setor de bioenergia.

    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Agronegócio com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Agronegócio

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