Mercado de proteínas no Brasil: estabilidade nos ovos e desafios no frango
Os preços dos ovos se mantêm firmes; frango e suinocultura enfrentam dificuldades.

O mercado de proteínas no Brasil apresenta um quadro contrastante, com preços dos ovos se mantendo estáveis, enquanto o setor de frango perde competitividade e os produtores de suínos enfrentam desafios significativos.
Estabilidade nos preços dos ovos
Conforme reportado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CPEIA), os preços dos ovos continuaram firmes, mesmo com a expectativa de uma diminuição na demanda na segunda quinzena de maio. Isso é em parte devido às granjas manterem estoques controlados, que devem minimizar quedas abruptas nos preços.
✨ Em Bastos, SP, a caixa de 30 dúzias de ovos brancos foi negociada a R$ 146,64, um aumento de 5,4% em maio.
Em outra localidade, Santa Maria de Getibá, no Espírito Santo, o preço alcançou R$ 153,36, com uma valorização de 7,2%. Contudo, a Frente Fria nas regiões produtoras cria incertezas sobre a produção.
Desafios para o mercado de frango
A carne de frango, que teve uma leve alta em maio, perdeu competitividade no estado de São Paulo. O preço médio do frango inteiro resfriado na Grande São Paulo é de R$ 7,31 por quilo, refletindo um aumento de apenas 1,6% em comparação ao mês anterior. Apesar disso, a demanda interna e as boas vendas externas ajudaram a sustentar esse leve aumento.
✨ O frango é vendido a R$ 1,38 por kg a menos do que a carcaça especial suína.
Pressão sobre a suinocultura
Os produtores de suínos estão lidando com uma queda contínua no poder de compra em relação ao milho e ao farelo de soja, que já dura oito meses. A desvalorização dos suínos vivos ultrapassou a dos insumos, reduzindo as margens de lucro dos produtores que não seguem um modelo de integração vertical.
✨ Em Campinas, SP, os suinocultores conseguem comprar em média 3,18 kg de farelo de soja e 4,96 kg de milho por quilo de suíno vivo vendido.
Esses números mostram uma diminuição de 6% e 4,9% em relação ao mês anterior, respectivamente. O poder de compra caiu 33,2% frente ao farelo de soja e 29,1% no milho, em comparação ao mesmo período de 2025.
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