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Agronegócio
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Mercado de proteínas no Brasil: estabilidade nos ovos e desafios no frango

Os preços dos ovos se mantêm firmes; frango e suinocultura enfrentam dificuldades.

Acro Rodrigues22 de maio de 2026 às 20:15
Mercado de proteínas no Brasil: estabilidade nos ovos e desafios no frango

O mercado de proteínas no Brasil apresenta um quadro contrastante, com preços dos ovos se mantendo estáveis, enquanto o setor de frango perde competitividade e os produtores de suínos enfrentam desafios significativos.

Estabilidade nos preços dos ovos

Conforme reportado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CPEIA), os preços dos ovos continuaram firmes, mesmo com a expectativa de uma diminuição na demanda na segunda quinzena de maio. Isso é em parte devido às granjas manterem estoques controlados, que devem minimizar quedas abruptas nos preços.

Em Bastos, SP, a caixa de 30 dúzias de ovos brancos foi negociada a R$ 146,64, um aumento de 5,4% em maio.

Em outra localidade, Santa Maria de Getibá, no Espírito Santo, o preço alcançou R$ 153,36, com uma valorização de 7,2%. Contudo, a Frente Fria nas regiões produtoras cria incertezas sobre a produção.

Desafios para o mercado de frango

A carne de frango, que teve uma leve alta em maio, perdeu competitividade no estado de São Paulo. O preço médio do frango inteiro resfriado na Grande São Paulo é de R$ 7,31 por quilo, refletindo um aumento de apenas 1,6% em comparação ao mês anterior. Apesar disso, a demanda interna e as boas vendas externas ajudaram a sustentar esse leve aumento.

O frango é vendido a R$ 1,38 por kg a menos do que a carcaça especial suína.

Pressão sobre a suinocultura

Os produtores de suínos estão lidando com uma queda contínua no poder de compra em relação ao milho e ao farelo de soja, que já dura oito meses. A desvalorização dos suínos vivos ultrapassou a dos insumos, reduzindo as margens de lucro dos produtores que não seguem um modelo de integração vertical.

Em Campinas, SP, os suinocultores conseguem comprar em média 3,18 kg de farelo de soja e 4,96 kg de milho por quilo de suíno vivo vendido.

Esses números mostram uma diminuição de 6% e 4,9% em relação ao mês anterior, respectivamente. O poder de compra caiu 33,2% frente ao farelo de soja e 29,1% no milho, em comparação ao mesmo período de 2025.

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