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Agronegócio
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Mercado de soja enfrenta desafios com aumento de oferta e fatores de pressão

Cautela nas vendas é recomendada diante de incertezas e pressão sobre preços

Mariana Souza20 de abril de 2026 às 07:10
Mercado de soja enfrenta desafios com aumento de oferta e fatores de pressão

O setor de soja enfrenta uma fase desafiadora, caracterizada por um aumento na oferta e sinais de enfraquecimento a curto prazo, o que demanda uma abordagem cautelosa nas decisões comerciais dos produtores.

A TF Agroeconômica alerta que o período entre fevereiro e maio é tradicionalmente menos favorável para vendas, devido à colheita e ao influxo de grandes quantidades de produto no mercado.

Apesar das dificuldades, a soja brasileira ainda apresenta uma margem de lucro superior a 14%, que deve ser aproveitada antes de possíveis quedas acentuadas.

A consultoria recomenda não criar expectativas de recuperação imediata nos preços, uma vez que o contexto atual é influenciado por fatores que inibem elevações mais robustas.

Fatores que influenciam o mercado

Entre os elementos que sustentam o mercado, destaca-se a demanda constante por óleo de soja ligado ao biodiesel nos EUA, incertezas geopolíticas no Estreito de Ormuz, atrasos na colheita da Argentina e uma demanda internacional ativa.

Por outro lado, o impacto da reabertura pontual do estreito, que resultou na queda do preço do petróleo e pressionou o óleo de soja, o clima favorável nos EUA, uma demanda chinesa abaixo do esperado e a oferta global abundante, com exportações recordes do Brasil, também afetam os preços.

Condicionantes do mercado de Chicago

Os preços da soja em Chicago operam em uma fase de consolidação lateral, sem uma tendência clara, variando entre suportes de 1140 a 1150 cents por bushel, e resistências entre 1180 e 1200.

No Brasil, a tendência a curto prazo permanece baixista, já que o mercado sinalizou vendas após atingir um pico, sem indicativos claros de reversão.

A orientação principal para os produtores é vender os lotes de forma gradual e parcelada, priorizando vendas maiores no presente para evitar pressões futuras.

Além disso, recomenda-se limitar a especulação para no máximo 10% da produção para reduzir a exposição em um mercado que está se debatendo entre uma oferta abundante e fatores pontuais que oferecem sustentação.

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