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Agronegócio
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Cotação do milho cai com colheita da segunda safra em avanço

Expectativa de oferta maior afeta vendas e preços do cereal

João Pereira01 de junho de 2026 às 09:40
Cotação do milho cai com colheita da segunda safra em avanço

As cotações do milho sofreram uma nova queda, principalmente devido à ausência de compradores no mercado spot e à expectativa de aumento na colheita da segunda safra 2025/26. Essa situação está pressionando os preços na maioria das regiões analisadas pelo Cepea.

O avanço da colheita, que está predominando nos estados do Paraná e Mato Grosso, tem levado os compradores a esperarem uma maior oferta do grão nas próximas semanas, o que, consequentemente, tem diminuído a dinâmica de negociações no mercado spot.

Os preços do milho estão agora abaixo dos níveis registrados no início da temporada 2024/25.

Conforme dados do Cepea, até o dia 28 de maio, as médias em Sorriso (MT) e no Norte do Paraná mostraram reduções de 11% e 8%, respectivamente, se comparadas ao mesmo período do ano anterior. A expectativa é de que, com o avanço das colheitas a partir de junho, novos recuos nos preços possam ocorrer.

Adicionalmente, o panorama internacional também influencia os preços. A boa performance da semeadura nos Estados Unidos limita a paridade de exportação do milho brasileiro, exercendo pressão sobre os contratos futuros.

Embora algumas regiões produtoras enfrentem adversidades climáticas, como temperaturas elevadas e escassez de chuvas em Goiás e Mato Grosso do Sul, essas questões não foram suficientes para evitar a tendência de queda nos preços na maioria das regiões.

É importante destacar, entretanto, que nem todo o mercado foi afetado da mesma maneira. Santa Catarina viu os preços se manterem estáveis, enquanto o Rio Grande do Sul registrou altas, reflexo de colheitas praticamente concluídas na safra verão.

A pressão sobre os preços do milho não é uniforme, variando conforme o avanço das colheitas.

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