Oscilações e pouca movimentação marcam o dia no setor

Nesta terça-feira (28), o mercado brasileiro de soja apresentou um dia de lentidão, marcado por flutuações moderadas nos preços. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, o dólar conseguiu uma leve alta ao longo do dia, mas as cotações da oleaginosa se mantiveram voláteis, com variações restritas.
Silveira explica que as oscilações foram em torno de R$ 1,00, indicando movimento pequeno. O fluxo no porto e no mercado interno foi moroso, sem alterações significativas no cenário geral. Ele ressalta que as melhores condições de venda estão ligadas a prazos de pagamento mais extensos, e menciona uma breve oportunidade de exportação para maio, que é limitada.
✨ Os prêmios se mantiveram praticamente estáveis, com sinais mais firmes surgindo para setembro.
Acompanhe os preços da soja em diversas regiões do Brasil: em Passo Fundo (RS), a saca foi cotada a R$ 124,00; em Santa Rosa (RS), R$ 125,00; em Cascavel (PR), o preço se manteve em R$ 120,00; em Rondonópolis (MT), R$ 111,00; Dourados (MS) viu um aumento de R$ 111,00 para R$ 112,00; enquanto em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$ 111,00 para R$ 110,00. Em Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), o valor permaneceu em R$ 130,00 por saca.
No mercado de futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), as cotações apresentaram um fechamento misto. Apesar da valorização do petróleo apoiar algumas negociações, o contexto fundamental do mercado freou uma reação mais robusta nos preços. A ampla oferta da oleaginosa e as boas safras no Brasil e na Argentina, somadas a previsões otimistas para a produção norte-americana, limitaram qualquer recuperação substancial.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou que 23% da área prevista para o plantio de soja já foram semeados, superando os 17% do mesmo período do ano passado e os 12% da média dos últimos cinco anos.
Os contratos futuros de soja com entrega em maio apresentaram uma queda de 4,25 centavos, ou 0,36%, fechando a US$ 11,73 por bushel. Já para julho, o preço se estabeleceu em US$ 11,89 1/4 por bushel, com recuo de 2,75 centavos ou 0,23%. As negociações mais longas tiveram ligeiras altas. Nos subprodutos, o farelo de soja no contrato de julho caiu US$ 0,40, ou 0,12%, encerrando a US$ 327,40 por tonelada, enquanto o óleo teve um ganho de 1,12 centavo, a 73,38 centavos de dólar.
Por fim, o dólar comercial terminou a sessão com uma leve queda de 0,01%, sendo cotado a R$ 4,9815 para venda e R$ 4,9795 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre uma mínima de R$ 4,9728 e uma máxima de R$ 5,0158.
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