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Agronegócio
3 min de leitura

Mercado de soja no Brasil mantém preços estáveis e ritmo lento

Oscilações e pouca movimentação marcam o dia no setor

Gabriel Azevedo28 de abril de 2026 às 18:20
Mercado de soja no Brasil mantém preços estáveis e ritmo lento

Nesta terça-feira (28), o mercado brasileiro de soja apresentou um dia de lentidão, marcado por flutuações moderadas nos preços. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, o dólar conseguiu uma leve alta ao longo do dia, mas as cotações da oleaginosa se mantiveram voláteis, com variações restritas.

Silveira explica que as oscilações foram em torno de R$ 1,00, indicando movimento pequeno. O fluxo no porto e no mercado interno foi moroso, sem alterações significativas no cenário geral. Ele ressalta que as melhores condições de venda estão ligadas a prazos de pagamento mais extensos, e menciona uma breve oportunidade de exportação para maio, que é limitada.

Os prêmios se mantiveram praticamente estáveis, com sinais mais firmes surgindo para setembro.

Acompanhe os preços da soja em diversas regiões do Brasil: em Passo Fundo (RS), a saca foi cotada a R$ 124,00; em Santa Rosa (RS), R$ 125,00; em Cascavel (PR), o preço se manteve em R$ 120,00; em Rondonópolis (MT), R$ 111,00; Dourados (MS) viu um aumento de R$ 111,00 para R$ 112,00; enquanto em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$ 111,00 para R$ 110,00. Em Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), o valor permaneceu em R$ 130,00 por saca.

Análise do Mercado Internacional

No mercado de futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), as cotações apresentaram um fechamento misto. Apesar da valorização do petróleo apoiar algumas negociações, o contexto fundamental do mercado freou uma reação mais robusta nos preços. A ampla oferta da oleaginosa e as boas safras no Brasil e na Argentina, somadas a previsões otimistas para a produção norte-americana, limitaram qualquer recuperação substancial.

Contexto do Plantio nos EUA

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou que 23% da área prevista para o plantio de soja já foram semeados, superando os 17% do mesmo período do ano passado e os 12% da média dos últimos cinco anos.

Os contratos futuros de soja com entrega em maio apresentaram uma queda de 4,25 centavos, ou 0,36%, fechando a US$ 11,73 por bushel. Já para julho, o preço se estabeleceu em US$ 11,89 1/4 por bushel, com recuo de 2,75 centavos ou 0,23%. As negociações mais longas tiveram ligeiras altas. Nos subprodutos, o farelo de soja no contrato de julho caiu US$ 0,40, ou 0,12%, encerrando a US$ 327,40 por tonelada, enquanto o óleo teve um ganho de 1,12 centavo, a 73,38 centavos de dólar.

Por fim, o dólar comercial terminou a sessão com uma leve queda de 0,01%, sendo cotado a R$ 4,9815 para venda e R$ 4,9795 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre uma mínima de R$ 4,9728 e uma máxima de R$ 5,0158.

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