Tensões geopolíticas e condições climáticas sustentam preços

O mercado de trigo dá início à semana com um movimento de correção após uma sequência de fortes altas, mas ainda apresenta um viés de valorização impulsionado por questões climáticas, preocupações comerciais e fatores geopolíticos. A TF Agroeconômica destaca que a escalada das tensões entre a Rússia e a Ucrânia continua a influenciar positivamente os preços dos grãos, especialmente em função das incertezas relacionadas aos fluxos comerciais no Mar Negro.
A combinação de maior capital disponível para os compradores, condições climáticas desfavoráveis nos Estados Unidos e os riscos associados à geopolítica na região do Mar Negro mantém o mercado em atenção. Eventuais problemas logísticos podem incentivar compradores na Europa, Norte da África e Oriente Médio a buscar trigo de fornecedores alternativos, como Canadá, Argentina, Austrália e EUA, aumentando assim a demanda.
Na Argentina, os preços FOB do trigo na última sexta-feira estavam cotados em US$ 245 para janeiro e US$ 250 para fevereiro e março nas regiões portuárias de UPR, Necochea e BBCA. Com a adição da taxa de exportação e o custo de fobbing, o valor de reposição FOB pode chegar em torno de US$ 280, o que se integrará às referências do mercado.
No Brasil, as cotações também mostraram avanço. No Paraná, o trigo teve um aumento de 0,22% no dia, acumulando uma alta de 3,32% no mês. Já no Rio Grande do Sul, o preço subiu 0,13% no dia e 1,93% no mês, segundo o índice Cepea. Mesmo com a correção que ocorre no início da semana, uma série de fatores continua a oferecer suporte às cotações, mantendo uma tendência de alta.
✨ O preço do trigo na Argentina chegou a US$ 250 para os próximos meses, enquanto no Brasil, a valorização mensal já ultrapassa 3%.
A volatilidade dos preços do trigo está diretamente ligada a variáveis climáticas e geopolíticas, especialmente devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia, que afeta a logística de distribuição.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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