Mercado de trigo no Brasil apresenta preços firmes e comércio lento
Estabilidade em Chicago e influência da guerra no Oriente Médio afetam o setor

O mercado de trigo encerrou a semana no Brasil com preços firmes, enquanto os valores em Chicago se mantiveram estáveis. Em 19 de maio, a cotação chegou a US$ 6,67 por bushel, sendo uma das mais altas desde maio de 2024, mas fechou em US$ 6,47 por bushel na quinta-feira (21), mantendo-se igual ao da semana anterior.
Fatores Externos e Impacto no Mercado
A continuidade da guerra no Oriente Médio e o recente relatório do USDA, que indicou a menor safra de trigo nos Estados Unidos desde 1972, têm gerado instabilidades no mercado externo. Além disso, o desempenho das lavouras norte-americanas colocam uma pressão adicional, com 43% das lavouras de trigo de inverno classificadas como ruins ou muito ruins em 17 de maio.
✨ O plantio do trigo de primavera já alcançou 73% da área prevista, acima da média histórica de 66%, refletindo um leve otimismo.
Situação do Mercado Nacional
No Brasil, os preços do trigo estão aumentando gradualmente, com a média do saco de 60 quilos nas principais regiões gaúchas cotada a R$ 65,00, e R$ 68,00 no Paraná. Apesar da leve melhora, a CEEMA observa que o mercado nacional ainda se encontra estagnado, enquanto compradores e vendedores monitoram o plantio da nova safra, temendo uma colheita inferior no final do ano.
Expectativas Futuras
A colheita no Paraná deve iniciar em setembro, e previsão indica que os preços podem subir no final de 2026 e início de 2027, especialmente se houver desvalorização do real nas proximidades das eleições de outubro.
Qualidade e Oferta de Trigo
A oferta local de trigo de qualidade superior continua baixa, de acordo com a CEEMA. Fatores climáticos incertos e a possibilidade de um super-El Niño sugerem cautela. Operadores estão enfrentando dificuldades para encontrar trigo de qualidade no Rio Grande do Sul, onde os preços para lotes bons chegaram a R$ 1.500,00 por tonelada CIF, embora essa seja uma negociação excepcional.
"A escassez de trigo de qualidade está levando compradores a procurar mais por produtos locais, em vez de dependender do trigo argentino.
Desempenho das Exportações
Nos primeiros três meses de 2026, o Brasil exportou 1,054 milhão de toneladas de trigo, com a maioria originária do Rio Grande do Sul. Países como Vietnã, Quênia e Arábia Saudita estão entre os principais compradores do cereal. Ao mesmo tempo, o Brasil tem importado quantidades significativas de trigo de alta qualidade, enquanto se tornou um exportador de trigo de qualidade inferior, especialmente devido a colheitas frustradas no Sul do país.
- 1Principais compradores do trigo brasileiro: Vietnã, Quênia, Arábia Saudita.
- 2Aumento na demanda por trigo branqueador.
- 3Cenário complicado demanda acompanhamento das condições climáticas.
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