Compradores hesitam e produção da próxima safra gera preocupações

O cenário do mercado de trigo no Sul do Brasil continua desafiador, caracterizado por baixa liquidez e cautela por parte dos compradores diante das incertezas sobre a próxima safra.
De acordo com a TF Agroeconômica, as transações no Rio Grande do Sul permanecem limitadas, enquanto em Santa Catarina a oferta de trigo local é escassa. Os produtores do Paraná estão monitorando de perto os riscos que a nova safra pode enfrentar.
✨ Os preços pedidos pelos vendedores no Rio Grande do Sul giram em torno de R$ 1.350 por tonelada, enquanto os compradores oferecem no máximo R$ 1.320.
Os últimos negócios no estado foram fechados entre R$ 1.300 e R$ 1.320 para trigo não segregado. A moagem tem sido inferior ao esperado, pressionando as margens dos moinhos. No entanto, o farelo de trigo apresenta uma leve valorização devido à oferta restrita.
A Emater-RS reporta 814,2 mil hectares de trigo plantados, com uma produtividade média de 2.701 quilos por hectare. Apesar do potencial produtivo ainda adequado, a umidade excessiva gera preocupações sobre doenças e a qualidade dos grãos.
No Paraná, a queda na área plantada e o risco de chuvas intensas aumentam as apreensões dos produtores. Os preços para a nova safra variam entre R$ 1.450 em setembro a R$ 1.400 em novembro, mas as negociações permanecem paralisadas.
Adicionalmente, a importação de trigo argentino continua a ser uma opção, com carregamentos programados tanto para o Rio Grande do Sul quanto para o Porto de Paranaguá.
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