Mercado de trigo se recupera com alta nos preços internos
Recuperação é impulsionada pela demanda internacional e escassez da Ucrânia

O mercado de trigo demonstra sinais de recuperação global, resultando em estabilidade e aumento dos preços no Brasil, apesar de alguns desafios a curto prazo.
Fatores que sustentam os preços
A análise da TF Agroeconômica revela que a combinação de dados da CBOT e do CEPEA/ESALQ, juntamente com fundamentos globais, reforça essa recuperação. A demanda internacional continua robusta, refletida nas recentes compras feitas pela Tunísia e Jordânia, que ajudam a manter os preços internacionais ao redor de US$ 275 por tonelada.
✨ A menor disponibilidade da Ucrânia e a seca nos EUA contribuem para a valorização do trigo.
A Ucrânia, com suas exportações em déficit, também influencia positivamente os preços, ao lado das condições climáticas adversas nos Estados Unidos, que afetam o trigo de inverno. Os EUA já alcançaram quase toda a meta de exportação anual, o que é um bom indicativo para o mercado.
Expectativa em alta no Brasil
Internamente, o Brasil enfrenta um período de entressafra, reduzindo a oferta disponível. Além disso, previsões indicam uma possível diminuição na área plantada, o que sugere que os preços devem se manter firmes nos meses subsequentes. A sazonalidade também é um fator relevante, com um histórico de aumento de preços entre janeiro e abril, que pode se estender até julho.
✨ Os altos níveis de exportação da Rússia e condições climáticas melhores nos EUA geram pressão no mercado.
Por outro lado, a Rússia continua sendo a principal potência nas exportações globais, o que gera pressão no mercado. Além disso, as condições climáticas favoráveis para o trigo de primavera nos EUA e o desempenho abaixo do esperado nas vendas semanais impactam as cotações.
Após recentes altas, os investidores estão realizando lucros, o que também afeta a dinâmica do mercado.
Tendências futuras
No aspecto técnico, os preços em Chicago mostram uma recuperação desde fevereiro, rompendo uma tendência de baixa e consolidando entre 590 e 620 cents por bushel. Apesar de uma movimentação lateral recente, a tendência de médio prazo é positiva, sustentada pela incerteza climática e uma oferta global contida.
Assim, no Brasil, as expectativas se mantêm firmes, prevendo preços elevados até a definição da safra de inverno.
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