Mercado de trigo sob pressão climática e demandas globais
Cotações se mantêm estáveis em meio a incertezas e demandas aquecidas

O mercado internacional de trigo enfrenta uma série de pressões vinculadas a variáveis climáticas e geopolíticas, mantendo os preços em um patamar de atenção constante por parte dos investidores.
Conforme a análise da TF Agroeconômica, a incerteza na oferta, combinada com uma demanda ativa, está sustentando as cotações atuais.
✨ 68% das lavouras de inverno nos EUA estão sob condições de seca, impactando os preços.
Assim, a deterioração nas lavouras nos Estados Unidos é um dos principais fatores de pressão alta, juntamente com a possível ocorrência de geadas tardias nas Planícies do Sul.
Por outro lado, a demanda global continua forte, com países importadores realizando aquisições frequentes, embora haja projeções de diminuição da área cultivada para a safra 2026/27, devido ao aumento dos custos de produção.
No entanto, existem elementos que limitam aumentos mais significativos. A reabertura, mesmo que instável, do Estreito de Ormuz está diminuindo os prêmios de risco, e a busca por lucros por parte de fundos, além da volatilidade nas taxas de câmbio, geram um ambiente incerto.
No âmbito técnico, desde o final de fevereiro, o mercado de trigo está operando em um canal lateral, com suportes entre 570 e 590 cents por bushel e resistências de 600 a 610 cents.
Para o curto prazo, as perspectivas são neutras, mas com uma leve tendência de alta, condicionadas principalmente às condições climáticas e à intensidade da demanda global.
Os agentes do mercado já demonstram cautela em relação à safra 2025/26, com compradores ativos, enquanto muitos vendedores optam por reter seus estoques.
Para a safra 2026/27, espera-se uma possível redução na área plantada no Brasil, impactada por altos custos e competição com outras culturas.
Ainda assim, a avaliação indica que uma eventual redução na oferta pode levar a preços mais altos, um cenário que já reflete nas cotações futuras.
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